segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Ricardo Boechat, jornalista, morre aos 66 anos...

Ricardo Boechat, em foto de março de 2006 
 Foto: José Patrício/Estadão Conteúdo/Arquivo

Publicado originalmente no site G1 SP, em 11/02/2019

Ricardo Boechat, jornalista, morre aos 66 anos em queda de helicóptero em SP

Jornalista era apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM. Aeronave bateu na parte dianteira de um caminhão que transitava pela Rodovia Anhanguera.

Por G1 SP

O jornalista, apresentador e radialista Ricardo Eugênio Boechat morreu no início da tarde desta segunda-feira (11), aos 66 anos, em São Paulo.

O jornalista estava em um helicóptero que caiu na Rodovia Anhanguera, em São Paulo, e bateu na parte dianteira de um caminhão que transitava pela via. O piloto Ronaldo Quattrucci também morreu no acidente.

Boechat era apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM e colunista da revista "IstoÉ". Ele trabalhou nos jornais “O Globo”, “O Dia”, “O Estado de S. Paulo” e “Jornal do Brasil”.

Na década de 1990, teve uma coluna diária no "Bom Dia Brasil", na TV Globo, e trabalhou no "Jornal da Globo". Foi ainda diretor de jornalismo da Band e teve passagem pelo SBT.

Ele ganhou três vezes o Prêmio Esso, um dos principais do jornalismo brasileiro.

A morte do jornalista causou comoção entre políticos, personalidades e jornalistas.

Perfil

Filho de diplomata, Ricardo Eugênio Boechat nasceu em 13 de julho de 1952, em Buenos Aires. O pai estava a serviço do Ministério das Relações Exteriores na Argentina.

Boechat era recordista de vitórias no Prêmio Comunique-se – e o único a ganhar em três categorias diferentes (Âncora de Rádio, Colunista de Notícia e Âncora de TV).

Em pesquisa do site Jornalistas & Cia em 2014, que listou cem profissionais do setor, Boechat foi eleito o jornalista mais admirado. Ele lançou em 1998 o livro “Copacabana Palace – Um hotel e sua história” (DBA).

O jornalista deixa a mulher, Veruska, e seis filhos.

Conheça a trajetória profissional do jornalista Ricardo Boechat

Começo da carreira

Boechat começou a trabalhar assim que deixou a escola, na virada de 1969 para 1970, após um período de militância em que fez parte do quadro de base do Partido Comunista em Niterói (RJ).

O pai de uma amiga, diretor comercial do "Diário de Notícias", foi quem o convidou.

"Note que eu mal batia à máquina, não tinha noção de rigorosamente nada. Tinha morado a vida inteira em Niterói. O Rio de Janeiro para mim era o exterior", comentou ao site Memória Globo (leia o depoimento completo).

Um de seus primeiros textos foi uma nota exclusiva sobre Pelé, que lhe garantiu mais espaço no jornal.

Depois, Boechat passou a escrever na coluna de Ibrahim Sued (1924-1995), no mesmo "Diário de Notícias". Ele considerava o período de 14 anos em que trabalhou com Sued como decisivo para sua "formação como repórter".

"Eu pude ter uma escola na qual a doutrina era procurar informações, e por trás de mim o primeiro e maior dos pitbulls que eu já conheci, que era ele, rosnando no meu ouvido 24 horas por dia."

Boechat saiu em 1983, quando a coluna já era publicada em "O Globo", após uma briga com o titular. Mudou-se, então, para o "Jornal do Brasil", a convite do concorrente Zózimo Barroso do Amaral, tendo retornado a "O Globo" pouco depois, na coluna "Swann".

Em uma segunda passagem pelo jornal, que durou até 2001, foi titular de uma coluna que levava o seu nome.

Boechat deu uma palestra a representantes da indústria farmacêutica em Campinas, no interior do estado, na manhã desta segunda e retornava a São Paulo por volta das 12h. Ele deveria pousar no heliponto da Band, no Morumbi, Zona Sul da capital paulista.

Anúncio na Band

José Luiz Datena, apresentador da TV Band, anunciou a morte do colega às 13h51 durante programação da emissora.

"Com profundo pesar, desses quase 50 anos de jornalismo, cabe a mim informar a vocês que o jornalista, amigo, pai de família, companheiro, que na última quarta, que eu vim aqui apresentar o jornal, me deu um beijo no rosto, fingido que ia cochichar alguma coisa, e, no fim, brincalhão como ele era, falou: 'É, bocão, eu só queria te dar um beijo'. Queria informar aos senhores que o maior âncora da televisão brasileira, o Ricardo Boechat, morreu hoje num acidente de helicóptero, no Rodoanel, aqui em São Paulo".

Texto e imagem reproduzidos do site: g1.globo.com/sp

Luiz Eduardo foi ali e não volta mais, por Ivan Valença


Publicado originalmente no site ALÔ NEWS, em 11/02/2019

Luiz Eduardo foi ali e não volta mais
Por Ivan Valença (da coluna Ponto de Vista/Alô News)

Você que é leitor do “Jornal do Dia”, principalmente as edições de domingo, e estava acostumado a acompanhar os escritos do jornalista Luiz Eduardo Costa, deve estar, sem dúvida, sentindo falta da sua colaboração de duas páginas, sempre rica em informações e um texto corretíssimo, o melhor da Imprensa de Sergipe. Ele nem sequer se despediu dos leitores, mas, há exatamente quatro semanas ele suspendeu sua participação no “Jornal do Dia” e, agora, dedica-se exclusivamente ao seu blog, “luizeduardocosta.com.br”, assim mesmo tudo junto. O blog é atualizado diariamente, o que quer dizer que todos os dias sempre há um novo comentário do jornalista a respeito dos mais variados assuntos, tanto da política local, como da política nacional e, as vezes, também internacional.

Filho do jornalista e promotor público Paulo Costa, Luiz Eduardo começou a rabiscar colunas no jornal do seu pai, o “Sergipe Jornal”, cujas oficinas – eram apenas uma impressora e uma linotipo – ficavam na rua Florentino Menezes, nas proximidades do mercado de Aracaju. Era uma equipe de apenas três ou quatro pessoas, das quais faziam parte os jornalistas Benvindo Sales de Campos Neto e Simões Filho, mas este deixou de escrever quando foi nomeado para o Banco do Brasil, em Itabaiana, já que passara em concurso daquele estabelecimento. Também marcava presença nas páginas do “Sergipe Jornal” outra pena de ouro, o irremediável Clarêncio Fontes que era um leitor voraz de jornais do Sul do País.

Luiz Eduardo Costa aparecia pouco na redação do “Sergipe Jornal” mas o pai soube incutar-lhe nas veias o gosto pelo jornalismo. Tanto assim é que, nos anos 60, já vamos encontrá-lo  na equipe do “Diário de Aracaju”, o órgão dos Diários Associados – a cadeia de jornais de Assis Chateaubriand – na posição de Editor Chefe. Luiz Eduardo Costa passou por vários outros veículos, exercendo sempre papel de destaque nas redações de todos esses veículos. Depois de escrever para o “Jornal da Cidade”, Luiz Eduardo mudou-se de armas e bagagens para o “Jornal do Dia”, tão logo este foi inaugurado há doze anos atrás. Agora o próprio Luiz Eduardo confessa que cansou-se de “escrever tanto sem ganhar um centavo”. Eram duas páginas aos domingos cujos textos tinham que ser entregues sempre às quintas-feiras para que pudessem ser editadas para a edição dominical do jornal.

Quem quiser acompanhar os textos de Luiz Eduardo Costa agora só através do seu blog, que é atualizado diariamente.

Texto e imagem reproduzidos do site: alonews.com.br

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Projeto digitalizará 100 anos de história do Diário Oficial

Coordenador técnico da hemeroteca da Segrase Wallace Douglas (crachá)
 entre alunos participantes do projeto (Foto: Unit)

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 7 de fevereiro de 2019  

Projeto digitalizará 100 anos de história mantida pelo Diário Oficial

Graças à parceria firmada entre a Universidade Tiradentes (Unit) e a Empresa de Serviços Gráficos de Sergipe (Segrase), Estado será o primeiro no país a possuir todo seu acervo digitalizado: 100 anos de edições do Diário Oficial de Sergipe.

Trata-se do Projeto Hemeroteca, desenvolvido por alunos e professores do curso de Ciências da Computação da Unit e equipe técnica da Segrase. Iniciada em ordem inversa (dos dias atuais para os anos anteriores), a iniciativa consiste na digitalização de todo o acervo impresso produzido pelo Diário Oficial nos últimos 100 anos.

Em um ano e quatro meses de trabalho, dez anos de edições já foram digitalizadas. De acordo com o coordenador do grupo de pesquisa, professor Fábio Gomes, a estimativa é que o projeto dure três anos. “Firmamos a parceria em agosto de 2017, mas pelo volume documental, teremos de ter mais algum tempo. Nossa previsão é completar tudo em no máximo oito anos”, explica professor Fábio Gomes.

Por meio deste projeto, os alunos têm podido aliar a teoria do que aprendem em sala de aula na universidade, com a prática e vivência em uma instituição tão relevante para a história e cultura de Sergipe. “O projeto é relevante não apenas pelo fato do aprendizado técnico em si, mas pela oportunidade de contribuir com a preservação da memória. Afinal, vivemos a fase de transição do papel para o digital”, avalia o concludente em Ciências da Computação, Efraim Santana Leite Filho.

O coordenador técnico da hemeroteca da Segrase, Wallace Douglas acredita que será facilitado o acesso do público às informações disponibilizadas no Diário Oficial. “A maioria do público que busca o documento são acadêmicos ou servidores públicos. A digitalização possibilitará que as informações também cheguem até algumas pessoas que antes não tinham este acesso”, finaliza.

Projeto Hemeroteca

O projeto serve de referência para os demais órgãos públicos. “Além da digitalização, desenvolveremos o portal que o acervo será disponibilizado para acesso público e promoveremos melhoria em ferramentas”, explica professor Fábio Gomes.

A Segrase oferece três bolsas para alunos que devem ser dos cursos de Computação da Unit, possuir conhecimentos básicos e participar das pesquisas do grupo. Este ano, dois alunos se formarão e serão abertas duas novas vagas.

Atualmente, o Diário Oficial pode ser acessado pelo site da Segrase em formato PDF, mas somente as publicações a partir do ano de 2012 estão disponíveis. A expectativa é que com esta parceria, todas as edições sejam disponibilizadas à população.

Fonte: UNIT

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

Diário Oficial está sendo digitalizado






Publicado originalmente no site SEGRASE, em 07/01/2019

Diário Oficial está sendo digitalizado

Desde iniciado o projeto, já foram digitalizados mais de 10 anos de jornais.

O processo de digitalização do Diário Oficial de Sergipe teve início em agosto de 2017. A ação propiciará para a sociedade a possibilidade de conhecer e acompanhar, por meio do mundo virtual, a história e as ações do Governo do Estado.

Os mais de cem anos de edições do Diário Oficial de Sergipe, que foi lançado em 1º de setembro de 1895, estão sendo digitalizados com o objetivo de guardar as informações para que se preserve por meio digital a memória dos atos do Governo do Estado, já que todas as ações estão nas páginas do Diário. Outro ponto a ser observado com a digitalização é a facilidade de pesquisa que terão os servidores públicos, acadêmicos, historiadores, pesquisadores e sociedade em geral.

Para o presidente da Empresa de Serviços Gráficos de Sergipe - Segrase, Ricardo Roriz, o processo cresce de forma significativa e gratificante. “O desempenho da nossa equipe de digitalização dos Diários Oficiais é muito enriquecedora. Todo o manuseio e preparo que tiveram faz com que nós consigamos, em breve, prover todo o material online para a população, facilitando assim o acesso a esses documentos.”

Com mais de um ano de projeto, a digitalização obteve avanços significativos para a conservação histórico-informativa do Estado de Sergipe. Utilizando uma scanner portátil de mão, os responsáveis pelo serviço digitalizam por dia cerca de 10 a 20 jornais, o que totaliza até dois meses de diário oficial, a depender do tamanho. São escaneadas 150 páginas diariamente, o que gera até 1800 por mês.

Desde iniciado o projeto já foram digitalizados mais de 10 anos de Diário Oficial, que conta com a colaboração de três estagiários no avanço significativamente desse trabalho. O trabalho acontece graças a uma parceria da Segrase e a Universidade Tiradentes - Unit.

O coordenador técnico da Hemeroteca, Wallace Douglas, cita a importância desse processo e as suas causas. “Além de facilitar a pesquisa e a leitura dos jornais, a digitalização acelera procedimentos que antes seriam necessários um tempo maior para serem resolvidos. Além disso, o Diário oferta não só a possibilidade de pesquisas na visibilidade e transparência do Governo, como também fonte pesquisas acadêmicas, busca de resultados em concursos públicos e para os servidores que estão solicitando a sua aposentadoria e necessitam de portarias, de atos publicados nas edições.” E destacou “todo o material estará disponível em um só lugar”.

Texto e imagens reproduzidos do site: segrase.se.gov.br

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Brasileiro quer leiloar Playboys raras e conhecer criador...

Colecionador da Playboy brasileira diz que quer leiloar as revistas mais 
raras para viajar aos EUA e conhecer o criador da publicação 
Foto: Kleber Tomaz/G1

Publicado originalmente no site do G1, em 06/07/2011

Brasileiro quer leiloar Playboys raras e conhecer criador da revista nos EUA

Cearense de 50 anos quer vender revistas antigas para visitar Hugh Hefner.

Colecionador mora em SP e diz ter todos os números das edições nacionais.

Kleber Tomaz (Do G1 SP)

 Um brasileiro de meio século que há 35 anos compra revistas masculinas quer leiloar as ‘joias raras’ de toda a sua coleção de Playboys para conseguir viajar aos Estados Unidos e assim tentar conhecer o fundador da publicação erótica mais famosa do mundo.

Estenio Guerra, o Guerrinha, afirma possuir todos os números da Playboy nacional desde agosto de 1975, quando a revista foi lançada por aqui, até a última edição, de julho. Ele se intitula o maior colecionador da marca no mundo. Ao todo são 7 mil exemplares, muitos deles, é claro, são repetidos e ficam expostos na sua banca personalizada, no Campo Belo, Zona Sul de São Paulo. Veja parte da coleção e quanto está avaliada cada edição atualmente na galeria de fotos ao lado.

 Ele vive da venda de ‘revista de mulher pelada’ há mais de 20 anos. Para que o estoque não encalhe ou fique empoeirado, Guerrinha sempre arranja uma maneira de comercializar o produto. Chega até mesmo a alugar as edições mais cobiçadas da Playboy, todas em perfeito estado de conservação _plastificadas por ele mesmo.

Memória

No seu primeiro número no Brasil, a revista ainda não se chamava ‘Playboy’. Havia sido batizada de ‘Com o melhor de Playboy – A Revista do Homem’ e trazia a brasileira Livia Mund na capa.

 A mudança no logotipo para ‘Playboy’ ocorreu três anos depois, em julho de 1978, quando a norte americana Debra Jo Fondren estampou a edição nacional escondendo o corpo nu com longos cabelos loiros. Até agora, essa foi a revista mais cara que Guerrinha vendeu. “Um colecionador pagou R$ 12 mil por ela”, diz.

 Ele investe pesado no marketing pessoal, tanto que já escreveu os seus slogans na banca: “Guerrinha – colecionador e vendedor de Playboy” aparece na fachada e “Guerrinha da Play boy – www.Reidaplayboy.com – o maior colecionador de revista Playboy do mundo c/ mais de 6000 exemplares” está na portinhola.

 “Ei, não! A placa tá errada. São mil exemplares a mais agora, escreva aí, por favor”, corrige Guerrinha, que diz ter sido vítima de assalto por causa de suas revistas raras. “Uma vez roubaram um carro todo customizado e adesivado com capas da revista e a minha marca: ‘o rei da Playboy’. Nele havia várias revistas.”

 Menos escandaloso, o veículo de agora é todo branco. A banca também é protegida por câmeras de monitoramento de vigilância.

Quando chegou ao Brasil em 1975, revista se 
 chamava 'Homem' (Foto: Reprodução)

Sonho

Mesmo discreto, com exceção feita ao cabelo pintado de loiro, Guerrinha quer negociar agora a venda das disputadíssimas capas brasileiras da Playboy para ir à mansão onde mora Hugh Hefner, de 85 anos. O criador da revista lançou a primeira edição na América em dezembro de 1953, com o calendário fotográfico de Marilyn Monroe.

 Mas quem estiver interessado em adquirir raridades, como as Playboys da então modelo Xuxa (1982), e das atrizes Betty Faria (1978), Lucélia Santos (1980), Vera Fisher (1982), Cláudia Raia (1984), Claudia Ohana (1985), Sônia Braga (1984 e 1986) e Terezinha Sodré (1986) terá de desembolsar muito dinheiro.

 “Essas são, sem dúvida alguma, as mais caras em qualquer mercado de revistas masculinas. São as mais procuradas. Vendidas a preço de ouro”, diz Guerrinha.

 Na da Xuxa, por exemplo, ele quer chegar a ganhar quase que inacreditáveis R$ 60 mil com o leilão. Não é exagero? “Quanto mais anos passarem, mas ela vai valer”, justifica Guerrinha. Apesar disso, a mesma revista está sendo vendida por até R$ 1 mil em sites da internet. “Com certeza a minha está mais novinha, mas aceito negociar. Quem mais chegar perto do valor que pedi, leva.”

 A da Claudia Ohana, por exemplo, custa R$ 2.500, e a de Terezinha Sodré, R$ 1.900. “Elas valem isso mesmo. A Claudia Ohana desperta a curiosidade dos homens que não gostam de mulheres muito depiladas. A Terezinha Sodré foi mulher do capitão da seleção do tricampeonato mundial de futebol”, brinca o colecionador.

 Mas a preferida mesmo de Guerrinha é uma de abril de 1983, com a atriz Sílvia Bandeira (quando ainda não assinava Sylvia). Essa não sai por menos de R$ 1.200. “Ah, essa mulher me deixa louco. É linda. A mulher perfeita. Hoje, infelizmente, é difícil encontrar uma mulher que tenha posado como ela, com tudo natural, sem silicone.”

 Em outros casos, algumas revistas, como a da ex-jogadora Hortência, são mais baratas, mas mesmo assim são consideradas raridades. "Vale R$ 120, mas é difícil achá-la em sebos."

Em 1978, logotipo mais famoso foi para o topo da
 revista no Brasil (Foto: Reprodução)

Leilão

E como funcionará o leilão? “Vou colocar na internet. Lá na minha página pessoal tem o meu telefone também. É só me procurarem. Outra possibilidade é aparecerem com as propostas aqui na banca”, sugere Guerrinha.

 Pelo visto, os fãs da revista vão precisar pechinchar muito se quiserem um desconto. Este cearense de Quixadá afirma que descobriu que também poderia locar as Playboys.

 “Isso é o meu sustento. Não é hobby não. Conquistei muita coisa por causa dessa mulherada das revistas. As mais raras eu alugo por R$ 200 cada uma durante uma semana. As demais, por R$ 150, R$ 100. Mas só entrego para quem conheço. No começo, inventei de alugar para um pessoal que devolvia com as páginas todas grudadas umas nas outras, sem qualquer cuidado.”

 “Ei, moço? Tem jornal?”, pergunta um homem, interrompendo a entrevista. “Não, não tenho, só tenho Playboys e outras revistas masculinas em menor escala”, responde Guerrinha.

 “As pessoas que vão ler essa matéria precisam entender que cada revista desta faz parte da história sexual e cultural do brasileiro. Além de colocar em evidência mulheres famosas e lançar outras ao estrelato, há entrevistas históricas, como a que Ayrton Senna deu, por exemplo, em 1990. O meu público é de colecionadores sérios”, explana Guerrinha.

Mulher ciumenta

Mas o próprio colecionador se entrega ao afirmar que o principal motivo que leva alguém a comprar uma revista dessas são as mulheres que aparecem dentro delas. “Eu mesmo já fui vítima dessa história mal inventada de dizer que comprava a revista para ler as entrevistas”, lembra Guerrinha, que quase viu seu casamento ruir por conta da coleção de Playboys.

Guerrinha já chegou a trocar a mulher pela coleção  de revistas 
Foto: Kleber Tomaz/G1

 “Quando me casei, minha mulher ficou sete anos sem saber que eu guardava as revistas. Um dia ela viu uma caixa, abriu e ops! Não teve jeito. Ela me pôs na parede e determinou: ‘Ou eu ou as revistas’. Fiquei com as revistas, mas depois de alguns meses fui atrás da minha mineirinha para voltarmos. Ela aceitou voltar e aceitou também que eu mantivesse a coleção”, diz Guerrinha, que tem três filhas. “Para você ver, de consumidor virei fornecedor.”

 Apesar de investir na publicidade da sua banca, a coleção completa da Playboy de Guerrinha ainda não tem o reconhecimento da própria revista. Nem sequer o recorde foi registrado por algum órgão especializado.

Playboy

Procurada para comentar o assunto, a redação da Playboy brasileira não havia respondido os questionamentos do G1 feitos à sua assessoria de imprensa até a publicação desta matéria. Uma das perguntas é se havia dados de outros colecionadores.

 A respeito de recordes, a edição com a personagem Feiticeira, de dezembro de 1999, foi a que mais vendeu no Brasil, segundo a Playboy. Foram 1,247 milhão de exemplares (entre assinaturas e avulsas) comercializados; em segundo lugar, aparece a revista de março de 1999, com a também personagem Tiazinha (1,2 milhão). A apresentadora Adriane Galisteu, que namorou o piloto Ayrton Senna, saiu em agosto de 1995, e teve 962 mil unidades vendidas.

 “Eu adoro a Adriane Galisteu. Merecidamente ela vai ser a capa agora da edição de aniversário de agosto deste ano da Playboy”, diz Guerrinha, exibindo uma foto que tirou com a apresentadora de TV.

Colecionador mostra em primeiro plano foto com  apresentadora 
Adriane Galisteu, capa da Playboy  que ele segura ao fundo
Foto: Kleber Tomaz/G1

RankBrasil

O site RankBrasil, que costuma homologar recordes nacionais, também informa que não sabia da coleção de Guerrinha, mas tinha interesse em catalogar e registrar suas revistas.

 “Eu quero entrar para o Guiness [World Records]. Duvido que alguém no mundo tenha mais revistas do que eu. Sou o maior colecionador de Playboys que já apareceu”, diz Guerrinha, que começou a colecionar a revista com 15 anos. “Comprava escondido dos meus pais, que são evangélicos e se decepcionaram muito quando descobriram. Mas, por favor, escreva aí que eu não vendo a revista para menores de idade aqui”. A venda só é permitida para maiores de 18 anos.

 Para finalizar a entrevista, o G1 pergunta a Guerrinha se ele tem uma foto da mulher dele ou das filhas para mostrar - como as 3x4 que as pessoas costumam guardar na carteira. O colecionador fica desconfiado e como quem quer esconder o ‘ouro’, demonstra que seu ciúme não é somente com as revistas.

 “Meu amigo, as únicas fotos de mulheres que tenho aqui são fotos de mulheres peladas que estão na banca. Não tenho fotos da minha família aqui nem vestida e nem despida”, diz Guerrinha, que apesar de admitir que não é nenhum modelo masculino de beleza, se considera vaidoso e fala que a esposa e filhas são lindas. “Você precisava vê-las, mas não vai vê-las não.”

Texto e imagens reproduzidos do site: g1.globo.com

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Grupo Abril é vendido para o empresário Fábio Carvalho

Reprodução editora abril

Grupo Abril é vendido para o empresário Fábio Carvalho

Editora foi adquirida por advogado especializado em recuperação de empresas; família Civita receberá valor simbólico de R$ 100 mil

SÃO PAULO - O empresário Fábio Carvalho fechou acordo para comprar 100% das ações do Grupo Abril nesta quinta-feira (20). Ele é advogado, especialista em recuperação de empresas e tem participação na Casa&Video, na Liq (ex-Contax) e controla a Leader Magazine.

O contrato tem como condições que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) aprove a negociação e que haja injeção de novos recursos na empresa para financiar os esforços de reestruturação.

Com a concretização do negócio, Fábio Carvalho será o CEO do Grupo Abril e se juntará a executivos atuais da empresa, bem como aos profissionais da Alvarez & Marsal, atuais responsáveis pela gestão da crise que o Grupo enfrenta.

A família Civita vai receber um valor simbólico de R$ 100 mil pela venda da editora. Além disso, o contrato não permite que Carvalho revenda a revista Veja, especificamente, segundo informações do site Brazil Journal.

“A história do Grupo Abril está intimamente relacionada com os grandes eventos políticos e econômicos que marcaram a história do Brasil nas últimas décadas. A capacidade e importância jornalística do Grupo é inegável. Não temos dúvida dos méritos e qualidades que permeiam as companhias do Grupo e que serão os pilares sobre os quais nos apoiaremos para superar os grandes desafios que se apresentam”, afirma Carvalho em nota enviada pela assessoria do Grupo Abril.

“Com a venda do Grupo Abril para Fábio Carvalho, a família Civita delega a ele a tarefa de administrar os desafios e as oportunidades que estão no horizonte da nova mídia. Fábio reúne as características de empreendedor e a visão de negócio que os novos tempos exigem. Desejamos a ele muito sucesso”, afirmou Giancarlo Civita.

As partes estimam que o negócio seja inteiramente concluído no mês de fevereiro.

A dívida da Abril, que ficará sob responsabilidade do novo dono, é de R$ 1,6 bilhão, sendo que R$ 1,1 bilhão tem Santander, Itaú e Bradesco como credores.

Carvalho não terá uma postura ativa na parte editorial da empresa, segundo o site. O empresário já teria começado a pensar em novos nomes para ocupar o cargo de "publisher" - uma lista com profissionais com experiência no jornalismo. Além disso, terá que escolher o novo Conselho Editorial, que hoje é formado pela família Civita.

A editora, responsável por títulos como Veja, Exame, Quatro Rodas e Cláudia, entrou em recuperação judicial em agosto, junto com a demissão de cerca de 900 funcionários e o fechamento de diversas publicações.

Texto e imagem reproduzidos do site: infomoney.com.br

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

A nipo-brasileira que cobre política

Foto: Reprodução/Prefeitura de Aracaju

Publicado originalmente no site Alô News, em 10/12/2018

A nipo-brasileira que cobre política

Por Ivan Valença (Ponto de Vista/Alô News)

Se você é leitor assíduo do “Jornal da Cidade”, já deve ter sua atenção chamada para  textos da área política assinada por Mayusane Matssunae. Náo, não é pseudônimo, mas o nome próprio de uma jovem de 35 anos, baiana de nascimento, filha de pai cearense e mãe potiguar, neta de japoneses  que moravam no Brasil. Foi por influência do seu avô paterno, que recebeu este nome, um tanto quanto complicado para nós, brasileiros, tanto que ela é tratada na redação do “JC” tão simplesmente como Maju.

Maju é uma moça prendada e trabalhadora. Formada duas vezes – uma vez em Direito, a outra em jornalismo – ela mora em Aracaju praticamente sozinha, sem a presença de familiares. Não tem sequer um namorado – o que tinha ela mandou embora, livrando-me de um sujeito pouco confiável. Tem uma vontade louca de ir ao Japão, mas para isso é preciso ter bastante dinheiro, coisa que el não tem.

Atualmente divide sua atividade profissional entre o “Jornal da Cidade”, onde dá expediente pela manhã, e o portal de notícias do Canal 8, TV Atalaia.  Correndo sempre atrás da notícia, Maju vai para a Câmara de Vereadores e depois para a Assembleia Legislativa, na parte d manhã antes de se dirigir à redação do “Jornal” para escrever suas matérias. A tarde é mais folgada, no portal de notícias do Canal 8 mas quando sai de lá não pensa em mais nada senão ir pra a própria casa ode só quer descansar.

Maju começou na reportagem geral, onde fazia de tudo, mas aí apareceu uma vaga no setor de política. Embora sem nenhuma experiência nesta área, resolveu encarar e topou preencher a vaga. “E estou adorando, você não imagina quanto”, apesar da correria entre os dois Legislativos, o estadual e o municipal.  O avô mora em Natal, juntamente com sua mãe. O seu pai mora em Aracaju mas é casado com outra mulher que não sua mãe. E ela pouco o vê.

Quando veio para Aracaju ela foi trabalhar como free lancer na Emurb. Era a gestão de Marcelo Deda, mas por lá passou pouco tempo. Passou uma temporada como produtora na TV Ponta Negra, em Natal, mas voltou depois já com o emprego efetivo na própria Emurb. Foi também assessora da vereadora Lucimara Passos. Atualmente não tem cargo público. Então quando você se deparar de novo com o nome Mayusane Matssunae encimando uma matéria política no “Jornal da Cidade” saiba que ali está uma jovem brasileira, com poucos traços dos seus ancestrais japoneses, bonita, trabalhadora que sempre corre atrás de um furo.                                                                                                                                                 
Texto e imagem reproduzidos do site: alonews.com.br

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Jornalistas são ‘Personalidades do Ano’ da revista ‘Time’

Capas da revista 'Time' com as ‘Pessoas do Ano’ REUTERS

Publicado originalmente no site do jornal Brasil El País, em 11 DEZ 2018 

Revista ‘Time’ escolhe Jamal Khashoggi e outros jornalistas perseguidos como ‘Personalidades do Ano’

Pela primeira vez, publicação divide seu reconhecimento anual entre vários profissionais do jornalismo

O jornalista saudita Jamal Khashoggi, assassinado em 2 de outubro deste ano no consulado de seu país em Istambul, é uma das Personalidades do Ano escolhidas pela revista norte-americana Time. A publicação dividiu a distinção com outros jornalistas: a filipina Maria Ressa, perseguida pelo regime de Rodrigo Duterte, e dois repórteres da agência Reuters presos: Wa Lone e Kyaw Soe Oo, da Birmânia. A Time também reconhece o trabalho do jornal local Capital Gazette, de Annapolis (Maryland, EUA), que teve cinco funcionários mortos em um ataque perpetrado em 28 de junho.

"Como todos os dons humanos, a coragem chega a nós em quantidades e em momentos diferentes", disse o diretor da revista, Edward Felsenthal. "Este ano reconhecemos quatro jornalistas e uma empresa jornalística que pagaram um preço terrível por enfrentar o desafio deste momento." A Time anunciou sua decisão com a publicação de quatro capas diferentes, com o título The Guardians and the War on Truth (os guardiães e a guerra pela verdade).

A revista também faz uma menção ao Brasil, mais precisamente à jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de S.Paulo. "No Brasil, a repórter Patricia Campos Mello foi alvo de ameaças depois de informar que partidários do presidente eleito Jair Bolsonaro haviam financiado uma campanha para espalhar notícias falsas sobre o WhatsApp". Ouvida pela revista norte-americana, Cristina Zahar, secretária-executiva da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), diz que "com a polarização, a crença em sua própria verdade se fortaleceu, e não importa se os outros dizem que é mentira". "Estes são novos tempos, realmente novos tempos", diz, em referência aos ataques de Bolsonaro à mídia, acrescentando que "os jornalistas precisam encontrar maneiras de lidar com isso."

A decisão da revista, que concede a distinção de Pessoa do Ano desde 1927, desta vez quebrou a tradição de concedê-la a uma pessoa viva e, também, de concedê-la a um único jornalista. Esta é a segunda vez consecutiva em que a publicação reconhece um grupo e não uma única pessoa. Em 2017, dedicou o reconhecimento às mulheres que romperam o silêncio contra o assédio sexual.

No passado, a revista não apenas reconheceu personalidades dignas de admiração, mas também outras que, por diversas razões, atraíram o interesse da mídia. Foi o caso de Adolf Hitler (1938), Josef Stalin (1939 e 1942), seu herdeiro político, Nikita Kruschev (1957), e o aiatolá iraniano Khomeini (1979).

Texto e imagens reproduzidos do site: brasil.elpais.com

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Entrevista com o jornalista Jon Lee Anderson


Publicado originalmente no site SESCSP, em 31/10/2018

Jon Lee Anderson

Escritor e jornalista da revista The New Yorker, Jon Lee Anderson foi correspondente de guerra no Oriente Médio, na África e na América Latina, zonas de conflito que ficaram impressas em publicações e na memória do repórter. “Não é como ir e voltar sem nenhum dano. Como os bombeiros: eles acabam sofrendo alguma queimadura, entende? Se você é um policial num bairro violento, mais cedo ou mais tarde, pode levar um tiro ou atirar em alguém. É assim que as coisas são”, desabafa. Cidadão do mundo, o norte-americano nascido na Califórnia também trabalhou em outros jornais e revistas, como The Nation, Harper’s Magazine e Life. Como escritor, publicou Che – Uma Biografia (Objetiva), A Queda de Bagdá (Objetiva), entre outros livros sobre controversos protagonistas da história. Em São Paulo, o repórter compartilhou todas essas experiências no seminário Jornalismo – As Novas Configurações do Quarto Poder, realizado em parceria com a revista Cult, no Sesc Vila Mariana, em agosto. Também falou sobre a metodologia para entrevistar nomes como o ditador Augusto Pinochet e o escritor Gabriel García Márquez, além de compartilhar perspectivas acerca do futuro do jornalismo. “Vivemos num momento em que a mídia tem mais poder do que em outras épocas. Você vê isso pela forma como ela é atacada hoje, mais do que nunca. No entanto, economicamente, a mídia passa por uma situação muito mais insustentável que antes”, pondera.

Você escreveu sobre Fidel Castro, Che Guevara, entre outros importantes nomes da história, mas foram poucas as mulheres. Como se dá essa escolha?

É verdade, escrevi sobre poucas mulheres. O fato é que a maioria das pessoas sobre as quais fiz um perfil eram pessoas com poder político e, por essa razão, a maioria era de homens. Além de serem homens associados à guerra ou à violência. Mas fiz um perfil, em 2006, sobre a então presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf [a primeira presidente desse país e do continente africano]. O que me motiva a fazer um perfil é o interesse sobre certos tipos de pessoas. De uma forma ou de outra, elas fazem o mundo girar, não necessariamente para melhor. Sempre me interessei pelo poder político porque passei a acreditar na capacidade de um indivíduo mudar a história. Sei que há outras escolas com opiniões diferentes, que acreditam que as forças do mercado é que mudam a história. Eu diria: existe a era Obama e a era Trump. Não perfilei todas as pessoas que chamaram a minha atenção, mas escrevi sobre muitas. Tenho também muito interesse em como a violência pode ser uma arma política e como ela busca estabelecer a “legitimidade” de um governo em vez de torná-lo ilegítimo. Como você reivindica legitimidade se busca o poder com armas e sangue? Em que momento esse derramamento de sangue passa a ser visto como um problema? Há muitos governos supostamente legítimos que mantêm poder por meios ilegítimos como corrupção e violência de vários tipos. Acho que quando estou escrevendo o perfil de figuras políticas, busco a autenticidade da pessoa, mas também aquele ponto em que eu possa julgá-la. E, normalmente, julgo-as em pontos relacionados à humanidade delas.

Mas e quando seu perfilado é um escritor, a exemplo de Gabriel García Márquez?

Gabriel García Márquez foi uma exceção. Ele não era presidente, chefe de estado ou algo do tipo. O que me motivou a abordá-lo foi sua fascinação pelo poder. Esse foi o mote da narrativa que escolhi para escrever sobre ele. O poder o fascinava e tinha um papel na sua vida pessoal, como jornalista e como escritor, por sua longa relação com Fidel Castro e por mediar, nos bastidores, guerrilhas em seu país (Colômbia). Nos bastidores também fez mediações entre Cuba e Bill Clinton. Ele tinha um papel interessante e, provavelmente, foi o perfil que mais gostei de fazer. Passei sete meses me encontrando com ele. Conheci sua família, amigos, lugares onde ele viveu e cresceu. Conversei com pessoas que o conheciam e passei a gostar muito dele. De alguma forma, era mais um perfil como tantos outros que já havia feito. Há coisas no texto das quais ele não gostou, mas, em vários aspectos, esse foi o perfil menos crítico que já fiz.

O Brasil é muito mais do que um país.
É um mundo à parte

Como define a abordagem para escrever cada perfil?

No caso do García Márquez, já havia lido muitos dos seus livros, outros reli. Entrevistei não somente ele, mas amigos e família. Fui à cidade natal e visitei outras residências; conversei com pessoas de diferentes países, amigas ou não. Nos perfis que escrevo para a revista The New Yorker, entrevisto, em média, 40 pessoas, mas não cito todas elas. Normalmente, cito apenas seis desse total. E são poucas aquelas que vou descrever. É como construir uma galáxia em volta de uma estrela. Você tem um universo já conhecido e outro desconhecido, por isso precisa saber quais são esses limites e qual é o seu objetivo. Parece bastante com o processo de criação de uma biografia. Nos perfis mais densos que já fiz, senti que, se continuasse, poderia escrever um livro. Foi assim com García Márquez, entre outros. Trata-se de, essencialmente, compreender o perfilado. Normalmente, eu o abordo sob uma perspectiva tendenciosa, mesmo que eu seja crítico. Tento achar tudo que posso a seu respeito. E, normalmente, tento encontrar uma coisa em especial da vida pessoal do perfilado. Não me refiro a detalhes íntimos, mas algo na vida dele que esteja à margem da política e pelo qual ele também é conhecido. Algo que possa me guiar.

Que metodologia utiliza nesse processo?

Minha metodologia é a seguinte: abordagem, diplomacia, acesso, entrevistas. Mas você nunca pode escrever um perfil baseado apenas em entrevistas. O entrevistado pode ficar no controle. Por isso, para fazer um perfil você precisa construir até quatro dimensões. Não apenas conversar com a pessoa que está do outro lado da mesa, mas andar em volta dela, observá-la de costas, de lado. Você precisa sair das quatro paredes e ver como a sociedade olha para aquela pessoa. A ideia é poder viajar com o entrevistado para ver como se move na própria cidade ou em outros países; ver como reage com as pessoas e como reagem a ele. Aí, sim, pode-se ver o verdadeiro poder que exercem. Se for apenas para um perfil, você pode parar em um determinado momento. Todos têm uma vida pública, uma vida privada e uma vida secreta. Talvez você não consiga saber qual é a vida secreta daquela pessoa e talvez você não precise saber. Depende de sobre quem você está escrevendo. Se for alguém que tem muitos segredos, e não é uma boa pessoa, então você precisa saber o máximo de segredos que puder. Mas, por exemplo, quando eu estava com Gabo, não precisava saber da vida secreta dele. Não era ético compartilhar esse lado porque ele estava sendo generoso comigo ao se mostrar em outros aspectos. Eu aprendi algo, sempre aprendemos algo, mas não necessariamente incluo tudo [no perfil]. Até chegar a um ponto em que começo a escrever. No caso do García Márquez, levei sete meses. Mas, normalmente, são um ou dois meses apurando, três ou quatro semanas escrevendo e este mesmo tempo editando. Se fizesse somente perfis, seriam três por ano. 

Repórteres de guerra, os poucos que existem,
desejam não ter visto muitas das coisas que veem

Você foi um dos poucos jornalistas a entrevistar o ditador Augusto Pinochet. Como foi esse episódio?

Foi um perfil difícil de fazer porque, primeiramente, ele desprezava jornalistas. Mas, por vários fatores, consegui, de maneira diplomática, que ele me conhecesse. Na primeira entrevista, tinha consciência de que tudo poderia cair por terra. Ele veio com dois militares como seguranças, sentados lado a lado dele, que me olhavam como se quisessem me matar. Então, eu tinha que ter muito cuidado com o que iria dizer. Já tinha feito várias pesquisas sobre Pinochet e descobri que ele tinha uma fundação que buscava perpetuar seu legado. E esse legado é de um homem que fez grandes obras. Ele tinha, particularmente, muito orgulho de uma estrada que construiu chamada Carretera Austral. Então, conversei com ele sobre essa estrada. Isso acabou se conectando a outra fascinação: os romanos. Tanto que Pinochet batizou dois filhos com nomes de imperadores romanos. Além disso, ele tinha uma coleção particular de objetos que pertenceram a Napoleão: livros, espadas, chapéus... E, na época da entrevista, ele havia inaugurado um museu militarista, o que me deu várias pistas: tratava-se de um homem que tinha uma compreensão amoral sobre governo e poder. Tivemos ainda outras três entrevistas. O mais revelador foi que, certa vez, Pinochet, que na maioria das vezes só respondia “sim” e “não”, revelou ser um admirador de Mao Tsé-Tung [ditador da República Popular da China entre 1949 e 1976]. Ele já havia visitado o túmulo dele na China duas vezes. Perguntei como era possível que ele o admirasse, sendo anticomunista. Ao que ele respondeu: “Eu não acho que Mao era comunista. Ele tinha que ser, mas era, de fato, um nacionalista”. Perguntei o que passava pela cabeça dele quando estava diante do túmulo de Mao. Ele me disse: “Aqui está o homem que eliminou milhões de pessoas”. E ele falava aquilo com devoção. Respondi: “Eu só o compreendi agora, senhor Pinochet”. Ele realmente olhava Mao Tsé-Tung com admiração, como um homem que teve um poder que ele jamais teve. Pinochet se julgava pequeno e desejava ter sido um imperador romano, Mao Tsé-Tung ou Napoleão.

Você já escreveu sobre guerras e conflitos em países como Síria, Iraque, Afeganistão. Como separar razão de emoção nessas coberturas jornalísticas?

Algumas vezes não é fácil, mas a experiência ajuda. Foi muito difícil, no começo, manter qualquer tipo de imparcialidade e até mesmo escrever a respeito desses eventos. É claro que você paga um preço por isso. Não é como ir e voltar sem nenhum dano. Como os bombeiros: eles acabam sofrendo alguma queimadura, entende? Se você é um policial num bairro violento, mais cedo ou mais tarde, pode levar um tiro ou atirar em alguém. É assim que as coisas são. Repórteres de guerra, os poucos que existem, desejam não ter visto muitas das coisas que veem.

Houve algum momento em que pensou em desistir da profissão?

Não, porque essa não é a única coisa que faço. Mas há momentos em que tudo fica muito escuro. Como explicar... É um sentimento ou algo psíquico cujos sinais já consigo perceber. Quando algo fica muito obscuro, quando começo a ficar com raiva o tempo todo e fico obcecado por coisas que vi ou por amigos que foram mortos – o que aconteceu bastante –, tento fazer outra coisa por um tempo. Já fiz isso conscientemente pelo menos três ou quatro vezes, nos últimos três anos. Por isso voltei para a América Latina. Porque no período de dois anos perdi seis amigos. O que foi muito duro para mim. Se você lida com a morte o tempo todo, isso se torna parte do seu mundo. Como havia dito, uma das coisas que me interessam nessa estrutura da violência é o fato de que sei que parte disso existe em mim. Então, sempre tive curiosidade em saber como se dá esse gatilho. Vou te contar uma história. Passei muito tempo no Iraque e, na volta para casa, passava alguns dias na Jordânia. Chamávamos o rei de lá de Boredom (Tédio, em inglês), porque ele era um tédio e o país também. Era exatamente o que precisávamos depois de tanta adrenalina no Iraque. Não tínhamos noção de como estávamos vivendo no limite. Então, a gente precisava da Jordânia para fazer esse tipo de “despressurização” antes de voltar para nossas famílias e amigos. Eu fazia isso para não carregar raiva comigo. Mesmo assim, cheguei a brigar fisicamente com algumas pessoas. Foi aí que percebi: se você vive num meio em que falta respeito, como acontece com prisioneiros, há uma transformação na hora. Você pode controlar sua reação se você tiver consciência dela, e até levar uns dias para “despressurizar”, mas, muitos soldados, como nós sabemos, passam por isso. Alguns conseguem controlar, outros ficam loucos. A sociedade não sabe exatamente como ajudá-los. E o mesmo acontece com o jornalista de guerra. Tenho uma família, animais de estimação, amo a natureza... Por causa de tudo isso eu consigo relaxar e me curar.

Minha metodologia é a seguinte:
abordagem, diplomacia, acesso, entrevistas

Ainda assim, você acredita no lado bom dos seres humanos ou se tornou pessimista?

Sim. Não sou cínico. Vi o lado ruim, ele existe, mas o lado bom também. A natureza humana é frágil. Alguns de nós temos ambos os lados. Eu tenho os dois. Muitas sociedades coexistem com a violência ou têm uma relação de cúmplice com ela. Esse é um tipo de dualidade moralmente danosa, que afasta a sociedade da possibilidade de ser plena ou feliz. O estado de direito é essencial. É a chave. Mas a guerra é capaz de acabar com isso. Foi desse embate que surgimos e por isso estamos sempre a um passo de voltar a esse percurso. Mas não sou amargo, nem cínico.

Como as redes sociais afetaram o jornalismo?

Uso o Twitter, mas não gosto. Não vi o porquê do Facebook, apesar de ter tido um perfil por poucos anos. Parece um espaço para exercitar a vaidade. Também não vejo qual o objetivo de fazer parte do Instagram se posso postar fotos no Twitter. Agora as pessoas estão tomando mais consciência dos efeitos das redes sociais. É uma Torre de Babel que torna esse mundo virtual cada vez mais narcisista. Olhe para as pessoas para as quais estamos dando poder político. Elas são os maiores narcisistas. Mas aí tem o lado positivo: as redes tornam tudo mais fácil. Você pode pegar um táxi em segurança, por exemplo. Em vários aspectos, as redes tornaram a vida mais fácil.

Que análise faz desse impacto?

No final, é tudo uma questão de escolha: como queremos viver a vida. Então, como isso repercute nos veículos de informação? Isso criou um mundo como o dos Estados Unidos: impossível assistir a um canal como a Fox, pela caricatura que se tornou. Da mesma forma, se você assistir à CNN, o canal ficou cada vez mais medíocre e não há mais notícias. Agora vamos à mídia impressa: para tentar sobreviver, ela busca formas na era digital e todos participamos disso. Por enquanto, sou sortudo por ainda ter um espaço na The New Yorker, que de alguma forma existe porque há pessoas dispostas a ler, comprar e manter a revista. Mas também me sinto forçado e obrigado a tuitar ou comentar e escrever em blogs de vez em quando como uma forma de participar disso. Se você me fizesse essa pergunta há oito anos, eu seria diplomático. Diria que tudo ficou mais democrático e que, se você não tem um emprego e é jovem, você poderia fazer um blog e dão a própria opinião. Agora, todos dizem o que isso não ajudou em nada. Ainda temos esse fenômeno – eu odeio esse nome – das fake news. Vivemos num momento em que a mídia tem mais poder do que em outras épocas. Você vê isso pela forma como ela é atacada hoje. No entanto, economicamente, a mídia passa por uma situação muito mais insustentável que antes. Ela caminha na corda bamba: com o máximo de poder e com as maiores chances de extinção ao mesmo tempo. 

O que me motiva a fazer um perfil é o interesse sobre certos tipos de pessoas.
De uma forma ou de outra, elas fazem o mundo girar, não necessariamente para melhor

Se pudesse escolher um tema relacionado ao Brasil sobre o qual escrever, qual seria?

Anos atrás, escrevi sobre a relação entre favelas e asfalto no Rio de Janeiro. Estive com traficantes. Tudo aquilo abriu meus olhos e me mostrou quão precária é a sociedade. Um dos mais poderosos traficantes que conheci tinha mais ou menos a minha idade. Perguntei-lhe por que ainda estava fazendo aquilo. Ele me respondeu: “Estou pagando a faculdade de Direito da minha esposa”. Hoje, escreveria novamente sobre a Amazônia. Iria para o Vale do Javari [região com a maior concentração de indígenas vivendo em isolamento voluntário no mundo, uma das áreas mais conservadas da Amazônia]. Porque amo a floresta e o que é selvagem. Dois ou três anos atrás, fiz uma matéria sobre uma tribo isolada. Fiquei fascinado pelo que encontrei. O fim do homem em seus primórdios logo ali na fronteira entre o Brasil e o Peru: 70% das últimas pessoas que existem sem nenhuma proteção. É o Velho-Oeste. Muito do Brasil e do interior da América do Sul é assim. Pessoas costumam ler sobre cowboys e índios nos Estados Unidos, mas isso acontece hoje e aqui. Nem parece 2018, mas é 2018 e também 1873. Eu vejo isso como algo fascinante. Há tantas histórias para contar sobre o Brasil. Talvez para a população urbana essas histórias soem clichês do país. Mas sou consciente de quão estratificada é a vida aqui também. Porque, se você vive no meio urbano brasileiro, talvez nunca conheça esses lugares. Nem precisa, porque você já tem sua zona de conforto. Talvez vá ao litoral, mas não até esses lugares onde “coisas assustadoras” acontecem. O Brasil é muito mais do que um país, é um mundo à parte.

Texto e imagem reproduzidos do site: sescsp.org.br

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Jornalistas e Homens de Ciência


Publicado originalmente no Facebook/JorgeNascimento Carvalho, em 29/11/2018

Jornalistas e Homens de Ciência

Por Prof. Dr. Jorge Carvalho do Nascimento

Estamos vivendo a segunda década do século XXI sem que tenhamos conseguido resolver problemas como a pobreza, a ignorância e a segurança pública. Da mesma maneira, não conseguimos distribuir equanimemente a riqueza, o bem estar social e o conhecimento científico. Qual é a importância neste período em que vivemos do chamado jornalismo científico? Seria apenas para divulgar curiosidades que ele existe? Por que em muitas situações jornalismo científico é visto como ilustração inútil por parte de jornalistas responsáveis por editorias de maior prestígio como política e economia ou desperdício de tempo, por parte de alguns pesquisadores? Efetivamente, para que serve esse tipo de prática jornalística? No Brasil ainda há muito por conquistar quanto ao jornalismo de divulgação científica, muito embora não haja qualquer tipo de dúvida quanto ao fato de as suas práticas serem objeto do interesse de diversos campos do jornalismo e de todos os campos da ciência. O jornalismo científico possui padrões próprios e categorias de análise específicas, tendo obtido reconhecimento nas editorias dos jornais e nos cursos de jornalismo em diferentes países do mundo.

Noticiar e comentar sobre o trabalho e as descobertas da pesquisa científica, bem como os cientistas, prosperou como gênero e deu certo. Títulos de trabalhos preocupados com as descobertas e revelações da ciência e com a vida dos cientistas congestionam os catálogos das editoras e as prateleiras das livrarias, da mesma maneira que as colunas de divulgação científica ocupam espaço em jornais e revistas. Espaço utilizado agora, com preocupações com a natureza da informação e das fontes, de modo coerente com as regras contemporâneas.

O primeiro jornal que circulou em Aracaju foi o Correio Sergipense, em 19 de março de 1855. Tinha uma tiragem de 300 exemplares, circulava três vezes por semana e era impresso na Tipografia Provincial. O segundo foi O Progresso, que circulou a partir de sete de fevereiro de 1857, na tipografia particular de B. J. J. Guedes, a primeira da capital sergipana, para a edição de jornais, revistas e de livros e encadernações. Depois vieram Aurora Sergipana, em 1857, A Época e A Borboleta, em 1859. 27 outros jornais foram criados na década de 70 do século XIX, dentre eles O Bouquet, uma "revista literária e recreativa", redigida por senhoras. Na década de 80 do século XIX apareceram 43 periódicos. Francisco José Alves fundou o jornal O Libertador, em 1880, editando-o até 1885. Em 1882, ele passou a editar O Descrido, enquanto o jornal Luz Matinal tinha entre seus redatores o bacharel e crítico Prado Sampaio. O jornal O Republicano tinha como redator o professor Brício Cardoso.

Desde a circulação do nosso primeiro jornal, a ciência tem frequentado as páginas da imprensa em Sergipe, seja através do noticiário, de artigos e crônicas avulsos dando conta das descobertas e das aplicações da ciência e da tecnologia, seja por meio de colunas publicadas com regularidade, assinadas e redigidas em estilo mais livre e pessoal, com notas, crônicas ou artigos. Os divulgadores da ciência sejam eles jornalistas ou pesquisadores se impuseram, pelo menos, duas obrigações: criar uma consciência pública acerca do valor da ciência; fazer com que a maioria conheça as descobertas de uma minoria especializada, democratizando o conhecimento. O jornalismo científico no Brasil foi marcado, durante o século XX, por nomes como os de José Reis, Júlio Abramczyk, José Marques de Melo, Wilson da Costa Bueno e Glória Kreinz, entre tantos outros. Em Sergipe, desde o século XIX, muitos cientistas e jornalistas frequentaram as páginas da imprensa fazendo divulgação científica. É claro que desde a circulação do nosso primeiro jornal a imprensa sergipana tem dedicado espaço aos fatos e feitos da ciência. Não certamente o espaço que esse tipo de informação deveria ocupar. O espaço da ciência sem foi infinitamente inferior ao noticiário policial ou ao que foi dedicado a frivolidades como as colunas sociais.

Bisbilhotar a vida privada interessou bem mais que o conhecimento científico. Saber dos feitos da pesquisa histórica, dos avanços do conhecimento médico, das descobertas sobre recursos minerais ou de processos acerca da conservação de alimentos interessou menos aos editores e a sociedade que o menu da última recepção oferecida pela mulher de um importante industrial. O espaço dedicado à fofoca, aos fatos policiais foi sempre maior que aquele dedicado à difusão da ciência, o que leva a uma reflexão indagando se aquilo que é mesmo importante do ponto de vista da vida dos homens é o que efetivamente serviu para vender jornais.

Texto e imagem reproduzidos do Facebook/JorgeNascimento Carvalho

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

ÉPOCA é eleita Mídia do Ano/Revista

 Redação integrada no Rio de Janeiro Foto: Roberto Moreyra/Agência O Globo

Publicado originalmente no site da revista ÉPOCA, em 23/11/2018

ÉPOCA é eleita Mídia do Ano/Revista

A publicação teve a “ousadia de reinventar a forma de fazer uma revista semanal”, afirma a Aberje, a associação de comunicação empresarial

Redação Época

A Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial) escolheu ÉPOCA como Mídia do Ano de 2018 na categoria Revista. De acordo com a entidade, o prêmio foi concedido à publicação por causa da “ousadia de reinventar a forma de fazer uma revista semanal”.

A Aberje lembrou que ÉPOCA completou duas décadas de existência neste ano e que lançou um novo projeto gráfico e editorial “com foco no jornalismo de qualidade, investindo em grandes reportagens, apostando em um texto mais literário e em conteúdos exclusivos”.

Na justificativa do prêmio, a associação citou ainda o fato de a revista ter passado neste ano a circular às sextas-feiras, com os jornais O Globo e Valor Econômico, “e com isso alcançou uma circulação semanal de mais de 500 mil exemplares e quase seis milhões de usuários únicos no ambiente digital”.

É a primeira vez que ÉPOCA conquista o título de Mídia do Ano, concedido anualmente a veículos e empreendimentos de mídia que se destacaram em suas áreas de atuação. Os vencedores são definidos por um júri integrado pelos membros dos Conselhos Deliberativo e Consultivo da Aberje e por sua Diretoria Executiva.

Fundada em 1967, a Aberje desenvolve pesquisas e estudos estratégicos na área de comunicação. Presidida por Paulo Nassar, professor titular da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, a entidade tem o objetivo de “fortalecer a Comunicação nas empresas e instituições e dignificar o papel do comunicador”.

A entrega do Prêmio Aberje, que está em sua 44ª edição, será realizada em 26 de novembro, às 19 horas, na Casa Bisutti (Rua Casa do Ator, 577), em São Paulo.

Texto e imagem reproduzidos do site: epoca.globo.com

terça-feira, 6 de novembro de 2018

O Cinform volta às bancas


Texto publicado originalmente no Blog/Ivan Valença/Infonet, em 5 de novembro de 2018

O Cinform volta às bancas

Por Ivan Valença 

Lembra-se do Cinform? E por que não?, não faz tanto tempo assim que deixou de frequentar  as bancas de jornais e revistas, e passou a ser visto exclusivamente através da internet, “on line”, portanto. Pois deverá voltar às bancas de jornais, possivelmente em janeiro próximo. É que todo o conglomerado Cinform – tinha uma bela sede própria na rua Porto da Folha onde estava armazenada toda a gráfica, com uma potente máquina impressora – acaba de ser adquirido por um grupo baiano que pretende voltar as origens do jornal. Assim, dentro dos próximos dias reconstitui a equipe jornalística e começa a desenhar o novo Cinform, que no período áureo circulava com gordas edições de 100 páginas e mais de dez mil exemplares. De fato, o Cinform nunca deixou de circular: todas as semanas havia um número novo do jornal nas redes sociais. Diante do peso da dívida que contraiu no tempo do jornal impresso ficava impossível voltar a circular. Agora, parece, o novo grupo dirigente do Cinform já tomou gosto pelo negócio e quer vê-lo nas bancas, brigando pela conquista dos leitores, no mais breve espaço de tempo. O dono atual do Cinform, o empresário Antônio Bonfim e seus três filhos, não cabe em si de contente. Com um passivo que ronda os 35 milhões de reais, o martelo foi batido por 45 milhões de reais. Pelo menos foram esses os números passados ao escriba. O Cinform foi a única experiência jornalistíca de Sergipe na área de classificados. E quer voltar a ser forte também nosso classificados…

Texto reproduzido do site: infonet.com.br