sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Prédio do Jornal Cinform é leiloado


Publicado originalmente no site FAN F1, em 06/09/2019

Prédio do Jornal Cinform é leiloado

Por Diego Rios

Nesta sexta-feira, 6, foi leiloado o prédio onde funcionou, durante muitos anos, o Jornal Cinform, situado na Rua Porto da Folha, no bairro Getúlio Vargas. Por ordem da juíza do Trabalho Marta Cristina dos Santos, o leilão fez parte do Lote 001 do leiloeiro público Valério César de Azevedo Déda.

O valor arrematado com a venda do imóvel será utilizado para o pagamento das dívidas com os credores, entre eles, os mais de 100 ex-funcionários que acionaram a Justiça do Trabalho e, alguns deles, aguardam há mais de três anos para recebimento dos direitos trabalhistas.

Essa foi a terceira vez que o imóvel foi posto a leilão. Desta vez, o prédio foi arrematado por Prado Patrimonial Ltda, inscrita no CNPJ: 14.325.098/0001-61, localizada na Avenida Rio Branco, n° 186, 6° andar, no Centro de Aracaju. O comprador é o mesmo dono do grupo de crédito Deocred.

A equipe de Reportagem do Fan F1 entrou em contato com o comprador, que informou ainda não saber qual será a destinação do imóvel. O Portal também ouviu o leiloeiro, que informou que o prédio foi arrematado pelo valor de R$ 1,7 milhão em um lance único.

Texto e imagem reproduzidos do site: fanf1.com.br

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Diário Oficial completa 124 anos


Wallace Nascimento

Publicado originalmente no site da SEGRASE, em 20 de agosto de 2019

Diário Oficial completa 124 anos 

Você sabia que o Diário Oficial foi criado para publicar os atos oficiais da administração pública executiva, legislativa e judiciária?

Em Sergipe é possível fazer publicação no Diário Oficial na Empresa de Serviços Gráficos de Sergipe - Segrase. Pessoas Físicas ou Jurídicas que desejem dar visibilidade a questões de interesse público basta contatar o setor de ‘Publicação’ pessoalmente no horário das 7h às 13h ou virtualmente por e-mail (publicação@segrase.se.gov.br).  

Balanços, editais, documentos extraviados, atas e pareceres, entre outros são os conteúdos mais publicados no Diário Oficial do Estado. No site da Segrase é possível conhecer desde 2012 todas as publicações do Diário Oficial de forma gratuita, basta acessar o endereço eletrônico www.segrase.se.gov.br/diario-oficial. Para o acesso do jornal antes de 2012 é necessário que a pessoa se dirija a sede da Empresa, no setor da Hemeroteca, na Rua Propriá, 227, Centro de Aracaju (SE). 

História do Diário Oficial

O Diário Oficial teve sua origem no período da transferência da Corte Portuguesa para o Brasil. Em 13 de maio de 1808, quando o príncipe regente, D. João assinou o decreto que criou a Imprensa Régia no Rio de Janeiro, para divulgar todos os atos normativos e administrativos do governo, fornecendo assim plena transparência. Criada pela Lei Imperial Nº 1.117 e sancionada em 9 de setembro de 1862, o Diário Oficial teve o seu primeiro número circulado em 1º de outubro de 1962.

Diário Oficial em Sergipe

A Lei Nº 104 de 5 de dezembro de 1894, assinada pelo presidente de do Estado da época, Manoel Prisciliano de Oliveira Valadão, autoriza a fundação da Imprensa Oficial de Sergipe. Sancionada a Lei em 24 de agosto de 1895, entra em circulação o primeiro número do Diário Oficial do Estado, em 1º de setembro do mesmo ano. A Imprensa Oficial de Sergipe carrega em sua trajetória a memória do Estado, pois a legitimação dos atos governamentais é adquirida somente após publicação no Diário Oficial.

Em 23 de outubro de 1969, o governador Lourival Batista, por meio de decreto-lei, transformou a Imprensa Oficial em Empresa Pública dando origem à Segrase – Serviços Gráficos de Sergipe.

Digitalização

Para facilitar ainda mais o acesso ao Livro da Imprensa Oficial, e fornecer maior transparência ao público, sendo eles servidores públicos, acadêmicos, historiadores, pesquisadores, entre outros, a Segrase está realizando a digitalização de todo o acervo do Diário Oficial. Segundo o coordenador o técnico da Hemeroteca, Wallace Nascimento, o processo teve início em 2017. “Nosso objetivo é preservar e guardar a memória dos atos governamentais do Estado no meio virtual”.

Texto e imagens reproduzidos do site: segrase.se.gov.br

sábado, 31 de agosto de 2019

Jornalista Vladimir Herzog é homenageado com exposição...

O jornalista Vladimir Herzog — Foto: Divulgação

Publicado originalmente no site G1 GLOBO, em 15 de agosto de 2019

Jornalista Vladimir Herzog é homenageado com exposição no Itaú Cultural, em SP

Mostra 'Ocupação Vladimir Herzog' traz cartas, reportagens e mostra o talento como cineasta do jornalista morto em 1975 pela ditadura militar.

Por G1 SP

A vida do jornalista Vladimir Herzog, morto em 1975, pela ditadura militar (1964-1985), é tema da exposição "Ocupação Vladimir Herzog", que começou nesta quarta-feira (14) no Itaú Cultural, na Avenida Paulista. A mostra vai até 20 de outubro e a entrada é gratuita.

A exposição é realizada em parceria com o Instituto Vladimir Herzog (IVH). Nela, o público é convidado a conhecer a trajetória jornalística de Vlado e suas realizações no campo do audiovisual – uma de suas atividades prediletas.

A mostra traz fotografias, reportagens e dezenas de cartas que ele trocava com cineastas do mundo todo, matérias de jornais e revista que ele escrevia, além do início da sua atuação como cineasta.

Ocupação Vladimir Herzog vai até 20 de outubro no Itaú Cultural
Foto: Divulgação Ocupação  

Herzog chegou a ter uma breve carreira pelo cinema: dirigiu um curta-metragem em 1963 chamado Marimbás, resultado de um curso de cinema com Arne Sucksdorf (o curta foi considerado a primeira fita brasileira a utilizar som direto) e realizou a gerência de produção do curta-metragem Subterrâneos do Futebol (1965), do amigo Maurice Capovilla. Ele também fez o início do roteiro do filme Doramundo – que só viria a ser filmado depois de sua morte por João Batista de Andrade.

O público também pode ter acesso a uma publicação impressa e uma série de conteúdos on-line, como entrevistas em vídeo com amigos e familiares do jornalista.

Jornalista Vladimir Herzog que foi torturado e morto durante a ditadura 
Foto: Divulgação 

Vlado

Conhecido como Vlado, Herzog nasceu em junho de 1937, na Iugoslávia, em Osijek (hoje Croácia), e se naturalizou brasileiro. Ele morreu em 25 de outubro de 1975, então com 38 anos, um dia depois de se apresentar para depor voluntariamente diante das autoridades militares do DOI/CODI de São Paulo. Herzog era diretor de jornalismo da TV Cultura quando foi convocado pelo Exército para prestar depoimento sobre as ligações com o PCB, partido contrário ao regime militar e que nunca defendeu a luta armada.

O jornalista foi preso, interrogado, torturado e finalmente assassinado em um contexto sistemático e generalizado de ataques contra a população civil considerada "opositora" à ditadura brasileira, e, em particular, contra jornalistas e membros do Partido Comunista Brasileiro.

As autoridades da época informaram que se tratou de um suicídio, uma versão contestada pela família do jornalista.

Em julho de 2018, a Corte Interamericana de Direitos Humanos (CorteIDH) considerou o Estado brasileiro responsável pela falta de investigação, julgamento e sanção dos responsáveis pela tortura e assassinato do jornalista Vladimir Herzog.

O tribunal internacional também considerou o Brasil responsável pela violação ao direito de conhecer a verdade e à integridade pessoal em prejuízo dos familiares de Herzog.

Ocupação Vladimir Herzog
Itaú Cultural - Avenida Paulista, 149
Até 20 de outubro/2019
Terça a sexta 9h às 20h (permanência até às 20h30)
Sábado, domingo e feriado 11h às 20h
Entrada gratuita

Texto e imagens reproduzidos do site: g1.globo.com

sábado, 17 de agosto de 2019

Ícones da Mídia Impressa: De ontem e de hoje


Publicado originalmente no Facebook/Monica Pinto, em 14 de agosto de 2012

Trio de feras do jornalismo numa festa na minha casa em 1993: Amaral Cavalcante, Diógenes Brayner e o saudoso Hugo Costa.

Foto e Legenda reproduzidos do Facebook/Monica Pinto > Amaral Cavalcante

domingo, 11 de agosto de 2019

Retratos da Imprensa do acervo Reinaldo Moura Ferreira


Foto publicada originalmente no Facebook/Reinaldo Moura Ferreira, em 23 de julho de 2019

Foto reproduzida do Facebook/Reinaldo Moura Ferreira

Parabéns, Thaís Bezerra!, por Odilon Machado (2008)

Foto reproduzida do site jornaldacidade.net/thais-bezerra e postada pelo blog

Texto publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 28 de agosto de 2008 

Parabéns, Thaís Bezerra!

Por Odilon Machado (Blog Infonet) 

Leio na coluna de Osmário Santos, no Jornal da Cidade, que hoje, 28 de agosto de 2008, a Jornalista Thaís Bezerra, está completando 30 anos de colunismo social.

Falar de Thaís é falar de um sucesso renovado semanalmente, que a sociedade sergipana não dispensa alegrando os nossos domingos.

São trinta anos de permanência na preferência do público pelo trabalho meticuloso e exaustivo de criar notícia, destacar os feitos e colorir cenários, despertando olhares para visualizar o belo que se entranha no comum e no corriqueiro.

Porque Thaís consegue, como um poeta, um ensaísta das letras, ou um artista cinzelador, visualizar, libertando da pedra bruta, do fato e da notícia, a escultura que se quer alada, dando-lhe asas em poemas inusitados, mesmo da pedra no caminho, ou do seixo incomodativo no sapato. Sempre consegue tingir com novas cores, brilhos e roupagem, encontrando fulgor para o nacarado dos nossos risos, ou agasalhando e afagando em excesso de ternuras, as nossas lágrimas e carências.

Fazer o bem; eis como vejo por essencial em sua coluna.

Pensar diferentemente, é conseqüência da insatisfação do humano, do gostar e do desgostar, sem precisar explicar. Mesmo porque é muito difícil agradar gregos, troianos, e, sobretudo, sergipanos, por tantos anos, em trinta anos de sucesso.

Mas, o sucesso não vem por acaso. O acaso até deve ter acontecido quando Thaís Bezerra, uma quase-adolescente foi apresentada a Ivan Valença, já naquela época, um gigante da comunicação escrita sergipana. Fosse Ivan um pigmeu cultural ou um fruto do peco acaso, os escritos de Thaís, por certo se perderiam no descaso, no desprezo, por conta do menosprezo ou do acaso. Mas aí é que entra a clarividência do jornalista destacado. Longe de ser o tzar terrível que aos seus permitia fazer crueldades, ou do homônimo Karamazov, para quem, na ausência de Deus, tudo seria permitido, inclusive a maldade, o nosso Ivan, o Valença (que poderia por seu trabalho, ser reverenciado como Ivan o magnífico), ao analisar os primeiros escritos de Thaís abriu-lhe logo os espaços e as rotativas da Gazeta de Sergipe.

Surgia então a coluna Gente Jovem, em 28 de agosto de 1978, uma seqüência que logo se transformaria no suplemento social Gazetinha, aumentando sobremodo as vendagens do jornal.

Comentário necessário:

Creio até, que por conta do sucesso de Thaís Bezerra, a Gazeta se permitira publicar um caderno literário semanal. Era uma extravagância hoje não mais existente nos nossos jornais, infelizmente porque houve de lá para cá, um regresso e uma degradação da cidade.

Logo o sucesso de Thaís Bezerra ensejava disputas. Surge o empresário Antônio Carlos Franco que lhe oferece condições irrecusáveis para a sua transferência para o Jornal da Cidade, o mais moderno da cidade, onde passa a ser presença semanal requisitada na maior parte dos lares sergipanos.

Quem não gosta de sair na crônica de Thaís? Todo mundo! E quando eu digo todo mundo, é porque até mesmo eu me incluo, embora prefira na imprensa divulgar meus textos, sem fotos, por melhor agrado.

Mas, mesmo assim, eu que não vivo freqüentando a crônica social, de vez em quando me felicito saindo em caras, risos e bocas, fotografado e documentado, a evidenciar que permaneço vivo. Afinal, quando não saímos na crônica social de Thaís, os seus fiéis leitores pensam que já não existimos mais, ou que jamais existimos o que é bem pior, por demais.

Assim, é bom sair ali de vez em quando. Todo dia, não! È um exagero! Mas, uma vez por ano, em minha conta tá de bom tamanho, afinal nem sempre tenho algo a merecer tamanho destaque. Que a manchete e o retrato fiquem com a fugacidade dos cavaleiros e amazonas que ora cavalgam os ginetes da história, e ali merecem estar por ensejarem notícias, enquanto locomotivas ou vagões, até porque estão entre os convidados de todos os eventos de festas e recepções.

Como leitor, vejo o trabalho de Thaís Bezerra, sobremodo meritório, afinal todos nós temos algo a divulgar. Seja o nascimento de um filho, um casamento, um aniversário, um falecimento, tudo inerente à vida, no riso ou na lágrima.

Porque o ser humano necessita de agrado e de carinho. E o texto de Thaís é acariciante, é delicado, é amoroso muitas vezes.

Pode até exercitar, aqui ou ali, um bochicho, um ganido de matilhas em fofocas de Matilde, tudo, porém, numa ironia fina, necessária, por construtiva e educativa, seja com sais minerais, taças de champanhe, ou achaques em chás medicinais; no tempero certo e no almíscar apimentado.

Não sei se em meio a toda esta fragrância e carinho oferecidos, voltam para Thaís Bezerra os agrados que a vida nos impõe em carências.

Se não retornam tanto, ou se chegam em ressudação já passada e avinagrada, isso não é importante, afinal o essencial é doar e esquecer, jamais o receber para lembrar. Só se pode dar o que se tem. Não fosse assim, a ingratidão e o esquecimento jamais seriam uma tendência do humano.

Por isso, e só tentando suprir um pouco da ausência de tudo isso, estou hoje tomando Thaís Bezerra como um tema só meu, tentando externar por ousadia e vilania, a vontade que não é só minha, mas de seus muitos leitores, que enaltecem o seu viver e o existir, neste dia de seus trinta anos de jornalismo.

Viver é difícil. Atingir o sucesso é mais difícil ainda. Alcançar a felicidade, eis aí uma meta remota do sonho e da esperança.

Parabéns a você, Thaís Bezerra! Pela sua capacidade de luta, em se fazendo exemplo, como mulher e como jornalista, eficiente, admirável, competente e criativa.

Felicidades, Thaís, por sua vida vitoriosa, e por semear esperanças nos nossos corações.  É o que desejam todos os seus leitores e admiradores. Parabéns!
  
(Que os meus leitores se sintam convidados a se somarem às minhas homenagens 

Texto reproduzido do site: infonet.com.br/blogs

domingo, 28 de julho de 2019

Jornalismo: olhar crítico da realidade

Cleomar Brandi, jornalista há 32 anos

Publicado originalmente no site do Portal INFONET, em 15 de agosto de 2008 

Jornalismo: olhar crítico da realidade

Ser curioso e teimoso. Essas duas qualidades parecem ser características de uma criança, mas na realidade, são alguns dos principais pré-requisitos para quem quer seguir a carreira Jornalística. É o que conta o diretor de Jornalismo da TV pública Aperipê e atuante há 32 anos na área, Cleomar Brandi. A oferta para esse curso pode ser encontrada na Universidade Federal de Sergipe ou Universidade Tiradentes.

Para entender a importância do Jornalismo nos tempos de hoje, basta ver as conseqüências de uma notícia divulgada de maneira equivocada. Por exemplo, como você reagiria ao recebimento de uma intimação na sua casa por um nome trocado? Ou no caso de uma acusação de estupro ou estelionato de qualquer espécie sua família fosse “apedrejada”?

Responsabilidade Social

Jornalismo é muito mais que a habilidade para levar informação para um determinado público. Na verdade, é o resultado de uma preparação técnica, e principalmente, ética para conduzir a notícia diante dos fatos. Para Cleomar, tem elementos fundamentais que compõem o profissional da área. “É preciso ser crítico, entender o mundo, gostar de ler e tentar trazer algo diferente que o clichê encontrado nas redações. Tem que ser teimoso para conseguir uma boa matéria e saber conduzir o impacto social”, diz.

Quanto a não obrigatoriedade do diploma, que é especulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e que afeta negativamente jornalistas, Cleomar destaca que o principal prejudicado é a sociedade. “Jornalistas e a sociedade têm que se mobilizar para não deixar isso acontecer. Quem vai ganhar é o empresariado que vai colocar quem e por quanto quiser. Quem perde, a população”, ressalta.

A essência para a atividade jornalística

Redação de um jornal impresso Local

Entre as principais categorias para divulgação das notícias estão: impresso, radiofônico, televisivo e on-line. Em todos eles, há uma mesma regra quanto aos direitos e deveres do profissional, o que muda é o suporte de mídia. O jornalista Cleomar Brandi, dá a dica. “Quem não lê, não escreve”, frisa.

A prática do Jornalismo passa por essa dinâmica de leitura sempre. Cleomar diz que “é preciso ter acesso a livros para armazenar palavras e ter um arsenal de pensamentos capazes de expressar uma informação. Ser crítico diante da realidade”. Para estudantes, matérias teóricas são as mais indicadas. “Estudar as disciplinas História e Geografia, quando no ingresso para as faculdades, são as que agregam valor ao conhecimento e dá suporte para a atividade jornalística”, diz.

A mídia e suas interfaces

Aparelhagem para edição de imagens

Brandi destaca que para cada meio de comunicação há pontos específicos que caracterizam a prática jornalística. Ele aponta que “no rádio, o imediatismo das informações e o destaque mágico para as coisas acontecerem diferente de todos os outros meios de comunicação”.

Quanto ao impresso, “trabalhar mais detalhadamente a matéria e ver no impresso a raiz da coisa tem seu diferencial”. Já o on line, “a divulgação das informações de maneira rápida e curta tem que ser destacado nos tempos modernos”, salienta. Para fechar o rol das atividades, a televisão. “A TV aponta como um arsenal tecnológico que fascina jovens estudantes de Jornalismo e passa a ser um dos principais canais de busca de informação pela sociedade”

A TV não é tudo – O Mercado está a todo vapor

Studio para apresentação no Jornalismo

A televisão, visada por boa parte dos estudantes de Jornalismo, tem sido cultivada pela sociedade que preza constantemente o valor pela imagem. O editor de imagens, jornalista Adolfo Sá diz que “uma possível explicação é a ilusão de aparecer. E a própria sociedade cultiva isso na função. É uma massagem no ego”. Esse frisson tem refletido na preferência desse veículo em relação a todos os outros. Brandi diz que “o mercado está carente de funções específicas de bastidores, como a de produtor, editor e afins”.

O editor Adolfo, que atua no mercado há 3 anos, diz que repórteres e apresentadores são na verdade o resultado final de uma equipe que trabalha intensivamente nos bastidores. “Quase 90% dos profissionais, no caso da Televisão, trabalham sem aparecer na linha de frente. Além disso, não basta ter uma boa estampa, tem que ter um bom texto e uma postura como profissional”. 

Adolfo: tem que gostar do que faz

Mas tem que ser bom …

Para se manter no mercado, Brandi dá uma dica que é comum a todas as outras profissões: “você tem que ser bom no que faz”, diz o diretor. Hoje em dia, no mercado do Jornalismo a pessoa tem que gostar. Em Sergipe, o piso base pago ao jornalista é de R$ 880,00. O jornalista Adolfo Sá conclui concordando. “Hoje se faz [Jornalismo] porque é gratificante e prazeroso. Não é uma atividade atrativa quanto a salários”, finaliza. 

Por Karinéia Cruz e Raquel Almeida

Texto e imagens reproduzidos do site: infonet.com.br

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Aos 77 anos, morre o jornalista Paulo Henrique Amorim

Jornalista foi vítima de infarto Carlos Macedo/Agencia RBS

Publicado originlamente no site gauchazh.clicrbs, em 10/07/2019

Aos 77 anos, morre o jornalista Paulo Henrique Amorim

Apresentador passou pelas principais emissoras de TV do país

GaúchaZH

O jornalista Paulo Henrique Amorim morreu na madrugada desta quarta-feira (10), aos 77 anos, no Rio de Janeiro. Ele foi vítima de um infarto fulminante. O anúncio da morte foi feito pelo programa SP no Ar, da TV Record, emissora onde o jornalista atuava desde 2003.

Amorim estreou aos 19 anos no jornal A Noite, do Rio de Janeiro, em 1961. Foi correspondente internacional em Nova York da revista Realidade e também da Veja. Ainda nos Estados Unidos, trabalhou para a extinta TV Manchete e, posteriormente, para a Globo.

A experiência na TV fez com que circulasse pelas emissoras mais importantes do país.

Na Band, apresentou o Jornal da Band e o programa Fogo Cruzado, entre 1996 e 1998.

Em seguida, foi para a TV Cultura, onde comandou o talk show Conversa Afiada, que posteriormente também viraria o nome do blog que manteve até o último dia de vida.

De temperamento forte e opiniões contundentes, Amorim chegou a ser condenando por injúria e difamação por algumas figuras públicas, como os jornalistas Merval Pereira e Ali Kamel e o ministro Gilmar Mendes. Nos livros O Quarto Poder - Uma Outra História (2015) e Manual Inútil da Televisão e Outros Bichos Curiosos (2016) conta histórias dos bastidores das principais redações do Brasil e a influência desses veículos nos processos políticos, além das próprias experiências como jornalista.

Seu último trabalho formal na televisão foi apresentando o Domingo Espetacular, na Record, onde esteve por 16 anos ininterruptos — até ser afastado da emissora em junho. De acordo com a coluna do jornalista Daniel Castro no Uol, o afastamento de Amorim teria ocorrido em razão de suas críticas ao governo de Jair Bolsonaro no Conversa Afiada. Os últimos textos, publicados nos dias 9 e 10 de julho, são sobre a liberação de emendas parlamentares de cerca de R$ 2,6 bilhões por parte do governo federal e o primeiro áudio divulgado pelo site The Intercept em que aparece a voz do procurador da Lava-Jato Deltan Dallagnol. A Record negou que o afastamento do jornalista tivesse motivos políticos. Seu contrato com a emissora se encerraria apenas em 2021.

Colunista do jornal O Globo, Bernardo Mello Franco fez uma homenagem a Amorim no Twitter lembrado de um momento do jornalista à frente da TV. "Brasil, 1990. Na cobertura ao vivo do Plano Collor, Joelmir Beting pergunta se o salário de quem ganhava mais de 50 mil cruzados novos estava bloqueado. Paulo Henrique Amorim confirma, pega na mão do comentarista e brinca: 'Acho que te dei uma má notícia'", recordou Franco, publicando o trecho do vídeo citado.

Brasil, 1990. Na cobertura ao vivo do Plano Collor, Joelmir Beting pergunta se o salário de quem ganhava mais de 50 mil cruzados novos estava bloqueado. Paulo Henrique Amorim confirma, pega na mão do comentarista e brinca: “Acho que te dei uma má notícia”

Autor da biografia Marighella - O Guerrilheiro que Incendiou o Mundo (2012), o jornalista Mário Magalhães, que passou pelas redações de jornais como O Globo e Folha de S.Paulo, destacou o comportamento audacioso de Amorim na profissão. "Foi, sobretudo, um jornalista corajoso. Na hora em que ele parte, num momento tão dramático para o Brasil e o jornalismo brasileiro, reverencio sua memória com um vídeo dele, de dezembro de 2017, em defesa da liberdade de expressão", escreveu Magalhães.

 No vídeo, Amorim recorda seu passado humilde e seu início no jornalismo para fazer uma defesa da liberdade de expressão no Brasil.

— Num país de tantos corruptos, posso explicar cada centavo da minha renda. Nas redes sociais, num blog, no YouTube, comecei uma renovada etapa da minha carreira profissional. É como eu se estivesse no início, de novo. E por causa dela, sou vítima de dezenas de processos judiciais por supostos delitos de opinião. A Constituição Brasileira não protege jornalistas independentes como eu e dezenas de outros. Na teoria, a Constituição Brasileira protege a liberdade de expressão, mas na prática, há uma falha sistêmica — disse.

Paulo Henrique Amorim foi, sobretudo, um jornalista corajoso. Na hora em que ele parte, num momento tão dramático para o Brasil e o jornalismo brasileiro, reverencio sua memória com um vídeo dele, de dezembro de 2017, em defesa da liberdade de expressão.

Paulo Henrique Amorim deixa filha e mulher, a jornalista Geórgia Pinheiro. Ainda não há informações sobre o velório.

Texto e imagem reproduzidos do site: gauchazh.clicrbs.com.br 

Morre Paulo Henrique Amorim aos 77 anos

Amorim sofreu infarto e morreu aos 77 anos de idade
Greg Salibian/Folhapress 

Publicado originalmente no site do Portal R7, em 10/07/2019 

Morre Paulo Henrique Amorim aos 77 anos

Jornalista sofreu infarto fulminante na madrugada desta quarta-feira, depois de sair para jantar com amigos na noite de terça-feira

Do R7

Amorim sofreu infarto e morreu aos 77 anos de idade

O jornalista Paulo Henrique Amorim morreu, na madrugada desta quarta-feira (10), aos 77 anos. O jornalista deixou o legado para a comunicação brasileira.

Amorim estava em casa, no Rio de Janeiro, quando sofreu um infarto fulminante — informação confirmada pela mulher dele.

Na noite da terça-feira (9), o jornalista havia saído para jantar com amigos.

Paulo Henrique Amorim estava na Record TV desde 2003. Antes, passou por diversos jornais, revistas e emissoras de televisão do país.

Nascido em 22 de fevereiro de 1942, Paulo Henrique estreou no jornal A Noite, em 1961. Depois foi trabalhar em Nova York, como correspondente internacional da revista Realidade e, posteriormente, da revista Veja.

Na televisão, passou pela extinta TV Manchete e pela TV Globo, também como correspondente internacional em Nova York.

Em 1996, deixou a TV Globo e foi para a TV Bandeirantes, onde apresentou o Jornal da Band e o programa Fogo Cruzado. Depois, foi para a TV Cultura.

Em 2003, foi contratado pela Record TV, onde apresentou o Jornal da Record segunda edição. No ano seguinte, ajudou a criar a revista eletrônica Tudo a Ver na emissora. Em 2006, assumiu a apresentação do Domingo Espetacular, onde ficou até junho deste ano.

Amorim deixa uma filha e a mulher, a jornalista Geórgia Pinheiro.

Texto e imagem reproduzidos do site: noticias.r7.com

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Morre João Oliva, o mais antigo jornalista do Estado

 Foto: César de Oliveira

Foto: Ana Lícia Menezes/PMA

Publicado originalmente no site do Jornal do Dia, em 03/07/2019 

Morre João Oliva, o mais antigo jornalista do Estado
Por Milton Alves Júnior

Vítima de insuficiência respiratória, foi sepultado na tarde de ontem o corpo do jornalista e escritor sergipano João Oliva Alves. Aos 96 anos de idade, o comunicador que ocupava a cadeira de número 24 na Academia Sergipana de Letras (ASL), reclamou de fortes dores na noite da última terça-feira (2), quando foi encaminhado às pressas para uma unidade hospitalar. No início da manhã, por volta das 5h o quadro clínico se agravou e a equipe mesédica oficializou o óbito. O corpo inicialmente foi velado na sede da ASL, e, no final da tarde, encaminhado em cortejo fúnebre para a cidade de Riachão do Dantas, interior sergipano, cidade onde nasceu em 1922.

Ao longo das suas décadas de dedicação à leitura e escrita, Oliva ocupou o cargo de repórter, redator-chefe e editorialista nos impressos Gazeta de Sergipe, A Cruzada e Diário de Aracaju, além de ter produzido e escrito crônicas para programas da Rádio Cultura de Sergipe. Foi ainda secretário de imprensa do Governo do Estado na gestão do ex-governador Seixas Dória, bem como assessor de comunicação da Associação Comercial e da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Como assessor de Relações Públicas da instituição federal de ensino foi um dos criadores do Festival de Artes de São Cristóvão.

Apresentado pela Associação Sergipana de Imprensa como o jornalista mais idoso no estado, João Oliva deixa 11 filhos, 15 netos e 9 bisnetos. Antes de optar por morar em Aracaju, o jornalista se dividia entre encaminhar artigos para os jornais impressos rodados na capital sergipana, e o cargo de agente de Estatística do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nas cidades de Riachão e Estância. Luiz Eduardo Oliva, filho do jornalista com a também riachãoense, Maria Oliva, se pronunciou sobre a perda do pai e destacou que ele tratava-se de um homem puro, sempre entusiasmado em viver de forma intensa e reunir a família.

"Triste dia em que nos despedimos sobretudo de um jornalista, um escritor. Um membro da Academia Sergipana de Letras que inúmeras vezes escreveu crônicas de Sergipe e do Brasil. Amou as pessoas, a vida, a democracia. Era um homem de fé... Partiu dessa vida que tanto amou. Foi-se o mais velho jornalista vivo de Sergipe encontrar a sua amada Maria". Na manhã de ontem, assim que familiares confirmaram a notícia, a Assembleia Legislativa de Sergipe, em nome do presidente deputado Luciano Bispo e de todos os parlamentares, lamentou o falecimento do jornalista e escritor.

A Prefeitura de Aracaju decretou três dias de luto. O prefeito Edvaldo Nogueira enalteceu que: "diante do legado de contribuições para Aracaju e para Sergipe, na sua atuação brilhante como escritor e como jornalista, é muito justo decretarmos luto oficial como sinal de pesar e em reconhecimento à importância do trabalho que João Oliva desenvolveu em sua trajetória neste mundo. A todos os familiares, amigos e admiradores, presto a minha solidariedade".

 Texto e imagens reproduzidos do site: jornaldodiase.com.br

sábado, 15 de junho de 2019

Morre Clóvis Rossi, o mestre de várias gerações...

Clóvis Rossi, jornalista da 'Folha de S. Paulo'. Sergio Pedreira EFE

Publicado originalmente no site do jornal El País Brasil, em 14 de junho de 2019 

Morre Clóvis Rossi, o mestre de várias gerações de jornalistas brasileiros

Colunista da 'Folha de S. Paulo' morreu nesta sexta ao 76 anos. Destacou-se por seu trabalho como repórter de Política, enviado especial e correspondente. E também por sua generosidade

Por Felipe Betim e Flávia Marreiro 

Clóvis Rossi tinha 76 anos e uma coluna no jornal Folha de S. Paulo, mas nunca deixou de ser repórter. "Reportagem é a melhor versão da verdade", disse recentemente o veterano jornalista que não queria ser chefe. Na profissão desde 1963, Rossi morreu na madrugada desta sexta-feira em sua casa. Estava se recuperando de um ataque cardíaco que teve uma semana antes, como ele mesmo revelou na quarta-feira em uma coluna intitulada Boletim Médico. Contou a seus fiéis leitores o motivo de sua ausência e detalhava como tinham sido as operações. Garantia que não era grave e que pretendia voltar à rotina de trabalho na semana que vem. "Agradecimento também aos companheiros da Folha que me ampararam e até mentiram dizendo que estavam sentindo minha falta”, concluía, com o humor de sempre, o artigo. Ninguém imaginava que seria seu último.

Vários jornalistas de diferentes veículos e gerações relataram nas primeiras horas desta sexta-feira quão importante Rossi tinha sido em sua vida profissional. "Sensação de orfandade, como se tivesse morrido o adulto da sala, ou cara que foi modelo para a minha geração", escreveu o repórter do Nexo João Paulo Charleaux. Há algo em que todos concordam: a generosidade. Não era só um jornalista admirável, que escrevia rapidíssimo textos muito compreensíveis sobre temas densos, sem ser simplista, mas também uma pessoa maravilhosa que sempre dava uma mão aos colegas. Incluindo os mais jovens, aos quais gostava de ensinar. "Devo tanto a ele. Me mandou esta mensagem na quarta: 'Pata, foram quatro [stents], um coração novo, mas o mesmo amor por você'. Difícil parar de chorar", contou a ex-correspondente e colunista da Folha Patricia Campos Mello no Twitter.

Rossi começou sua carreira em 1963, um ano antes do golpe militar no Brasil, e trabalhou em jornais como O Estado de São Paulo, Correio da Manhã e Jornal do Brasil. Escrevia na Folha desde 1980 e era membro de seu conselho editorial. Tornou-se uma referência da casa e da renovação jornalística que na época empreendia, destacando-se pelo trabalho como repórter de Política, enviado especial a todas as partes do mundo e correspondente na Argentina e na Espanha. A Folha recordou em seu obituário que, para ele, a melhor reportagem seria a seguinte. Mas tinha um orgulho especial pela cobertura que fez da transição espanhola —também é mítica sua cobertura em 2004 do ataque terrorista em Madri. Sempre manteve uma relação próxima com a Espanha: seus times de futebol eram o Palmeiras e o Barcelona; seus jornais favoritos, a Folha e o EL PAÍS, que devorava todos os dias e citava com frequência em sua coluna. Chegou a escrever no blog Algo Mais que Samba, deste jornal. Quando em 2013 foi criado o EL PAÍS Brasil, nossa edição brasileira, foi convidado para ser colunista, mas teve de rejeitar por conta do contrato de exclusividade que mantinha com a Folha. "Sinto como se estivesse dizendo não ao Barcelona", lamentou na época.

Rossi também cobriu a Revolução dos Cravos, em Portugal, e fez história como correspondente na Argentina ainda durante a última ditadura militar. Viveu e relatou tantos golpes e transições democráticas, incluindo a do Brasil, que há um elemento essencial presente em todos os seus textos: o apreço pela democracia.

Seu período na Argentina também serviu para ampliar o olhar para os vizinhos latino-americanos e estabelecer o país como o pilar de qualquer cobertura internacional dos jornais brasileiros. A estreita relação com a América Latina –não só entre Brasil e Argentina– resultou nos prêmios Maria Moors Cabor, da Universidade Colúmbia, e o da Fundación Nuevo Periodismo Iberoamericano, da Fundação Gabriel García Márquez. No entanto, sua longa jornada deu a ele uma visão cética e desapaixonada dos fatos. Mesmo nos períodos de maior otimismo na região, como durante a onda de esquerda na primeira década dos anos 2000.

Era amado pelos focas, com quem sempre foi generoso. Assim como foi aberto com os colegas mais novos e mais velhos durante toda a carreira. A sorte do dia de um trainee da Folha era calhar em uma pauta com ele. A sorte dos já profissionais, especialmente dos correspondentes e enviados especiais, também. O orgulho de estar sob a sombra de seus quase dois metros de altura estalava quando um diplomata ou grande nome dos governos brasileiros e estrangeiros, especialmente na América Latina, faziam questão de parar para falar com ele nas coberturas e halls de hotéis, numa inversão de papéis. Raramente anotava, escrevia rápido como ninguém, diante dos olhares admirados. Era uma performance tão desconcertante que restava aos assistentes repetir a si mesmo: "Não tentem repetir isso em casa, crianças".

Clóvis Rossi foi acima de tudo um mestre de jornalistas, uma referência constante a quem se dedica ou quer se dedicar a esta profissão. Em seu livro O Que é Jornalismo, obrigatório nas universidades, explica que de nada serve a melhor preparação se não vier acompanhada de um valor essencial: a honestidade. Argumentava que as condições precárias a que muitos jornalistas estão submetidos não são uma desculpa para renunciar à nossa responsabilidade. Porque o jornalismo, dizia, não é um ofício técnico, mas uma função social relevante. "O dever fundamental do jornalista não é para com seu empregador, mas com a sociedade. É para ela, e não para o patrão, que o jornalista escreve”, ensinava.

Alternava períodos cobrindo política brasileira e política internacional, à qual se dedicou nos últimos anos como enviado especial em viagens presidenciais ou a cúpulas internacionais —sobretudo a de Davos— e em suas colunas. Explicava o mundo aos brasileiros e fazia isso como ninguém. Com os anos passou a trabalhar no nono andar do edifício da Folha, onde fica o setor de Opinião do jornal. Era festejado nas vezes em que descia, passeando entre as baias, discutindo a conjuntura, contando episódios. Ao contrário do que escreveu na quarta-feira, sua falta será sentida.

Texto e imagem reproduzidos do site: brasil.elpais.com

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Aurélio Moraes ENTREVISTA Clóvis Rossi


Publicado originalmente no blog do jornalista Aurélio Bulhões P. de Moraes, em 27/05/2010

Entrevista especial - Clóvis Rossi

"Fiz esta entrevista na faculdade em 2008 e considero-a bem interessante" (Aurélio Moraes)
  
Nascido na cidade de São Paulo em 1943, Clóvis Rossi é colunista, repórter especial e membro do Conselho Editorial da Folha de S. Paulo. Trabalhou no Jornal do Brasil e foi editor-chefe do Estado de S. Paulo. Teve participação em diversas coberturas internacionais de grande repercussão, tanto pelo Estadão como pela Folha, da qual foi correspondente em Buenos Aires e Madri.

Escreveu em sua carreira vários livros sobre jornalismo, entre eles “Vale a pena ser jornalista? (Ed. Moderna, 1986), no qual aborda os prós e os contras da profissão dizendo que, “o que há de bom na profissão é essa coisa de poder ser testemunha ocular da história de seu tempo. O que há de ruim é a exigência até irracional de dedicação plena”.

Outro livro que merece destaque é “Enviado Especial-25 anos ao Redor do Mundo”. O livro é uma coletânea de artigos sobre suas coberturas em países e momentos históricos-chaves, como a ditadura Argentina, a Cuba socialista, o conflito entre Israel e Palestina, entre outros.

O jornalista descreve em detalhes o cotidiano das populações destes países, como uma burocrática fila para comprar sorvete em Cuba, a compra desenfreada de máscaras anti-gás em Israel, por receio de um ataque químico vindo do Iraque e a alegria de um comício da esquerda chilena.

Clóvis Rossi considera que o jornalista que trabalha em jornal diário é um batalhador, que “precisa matar um leão por dia”. Aos 44 anos de profissão, diz que tem pela frente umas dez mil batalhas, todas interessantes, em grandes assuntos, mas também em pequenos pés-de-página.

Entrevista a Aurélio Moraes

Em 1999 você lançou o livro "Enviado Especial-25 anos ao redor do mundo". Como surgiu a ideia de criar este livro?

Clóvis Rossi – Amigos meus antigos é que insistiram que valia a pena fazer uma compilação de textos publicados ao longo do tempo.

Qual a maior dificuldade e o maior prazer de ser um correspondente internacional?

R – A maior dificuldade é ter acesso à fontes, porque, naturalmente, elas preferem atender a mídia local. O maior prazer é poder olhar o bosque inteiro, e não apenas as árvores como acontece quando você trabalha no teu próprio país, já que há sempre outro repórter do teu jornal olhando as outras árvores.

É fácil conseguir investimento das editoras neste gênero?

R – Não, é difícil. Este tipo de livro tem um público muito segmentado, portanto muitas editoras relutam em publicar este gênero.

Quais são os primeiros passos para um jornalista iniciante escrever um livro-reportagem?

 R – Primeiro, seria bom escrever reportagens até ficar bom nisso, antes de pensar em livro-reportagem.

No seu livro há uma coletânea de textos sobre suas coberturas no Chile, na Argentina, em Portugal e em outros países. Qual destas coberturas te marcou mais?

R – Cada uma delas em seu momento, mas eu destacaria o drama da falta de liberdade política em Cuba e a luta das mães dos presos políticos na Argentina.

Você esteve em Cuba, em 1977. Em sua opinião o regime socialista cubano ainda influencia muito a esquerda latino-americana? Você acha que Raúl Castro simboliza uma possibilidade de grandes mudanças políticas no país?

 R – Influencia cada vez menos e isso é bom. Não seria bom vermos mais “Hugos Chávez” em nosso continente. Sobre Raúl Castro, vejo como inócua a liberação da compra de eletroeletrônicos para a população. O que eles precisam é de liberdade política em primeiro lugar, e não celulares.

Vamos falar um pouco da política nacional atual. No governo Lula temos visto vários problemas de ética. É o uso de cartão corporativo, o dossiê e outros imbróglios. Você acha que a imprensa tem acompanhado bem estes casos?

 R – De modo geral, sim. Receio que deve ficar claro que cada jornal tem sua linha editorial, que pode dar em cada caso um enfoque diferente. O fato é que o governo parece uma máquina de arranjar problemas. E estes certamente viram notícias.

Na sua visão a imprensa cobre o governo Lula da mesma forma que cobria o governo FHC?

 R – Não acho que exista imprensa como um todo homogêneo. A Folha é diferente da Rede Globo, que é diferente do Estadão e por aí vai. Logo não dá para responder de forma generalizada. Não faz sentido por exemplo o PT se sentir “perseguido” pela imprensa. Na época do FHC tudo era noticiado também.

Em sua coluna do dia 21 você fala sobre o espetáculo no qual se tornou o caso Isabella Nardoni. Você acha que a culpa disto são os próprios jornais ou a própria demanda do público-leitor, que se fascina com o caso?

 R – A culpa maior, como escrevi, é da polícia que vaza informações antes de investigar. Esta execração pública beira a barbárie que podemos atribuir às informações vazadas de forma imprudente.

Na sua coluna do dia 31 de outubro de 2007 você comentou a escolha do Brasil como país-sede da Copa de 2014. Acha que o país tem preparo para sediar uma Copa? Quando a escolha foi anunciada, poucas vozes ecoaram na imprensa mencionando as possíveis dificuldades da realização de uma copa no Brasil. Ao que você atribui todo este oba-oba que foi feito pela imprensa?

 R – Vimos em alguns veículos um clima de festa generalizada, mas ainda bem que o vírus da euforia não contaminou a todos. Eu, que cobri a escolha, não fiz um “oba-oba”. Nem o conjunto de textos da Folha.

Como você acha que está o mercado jornalístico atualmente, para quem sai da faculdade?

 R – O estudante de jornalismo deve sair um pouco da “glamourização da profissão”. Nem sempre o primeiro emprego é aquele que a gente mais cobiça. No início da carreira vale até trabalhar em um pequeno jornal de bairro, principalmente para adquirir experiência.

Nos cursos de jornalismo ainda se debate muito a questão do jornalismo ser um 4º "poder". Você acha que é?

 R – Não é nem nunca foi. O jornalismo pode influenciar os desdobramentos da sociedade, mas está longe de ser um “poder”.

Texto e imagem reproduzidos do blog: aureliojornalismo.blogspot.com

Clóvis Rossi divide sua experiência de correspondente...

Foto de Claudia Rossi, reproduzida do site caaalvarenga.wordpress.com, 
postada pelo blog “Meio Impresso”,  para ilustrar o presente artigo

Texto reproduzido do site da Faculdade Cásper Líbero.

Clóvis Rossi divide sua experiência de correspondente internacional com os alunos

Por: Deborah Rezaghi

Jornalista aponta o que é preciso para trabalhar como repórter no exterior

“Jornalismo não se ensina. Jornalismo se faz com quatro verbos: ver, ler, ouvir e contar.” Essa foi a receita que o jornalista Clóvis Rossi passou para os estudantes da Cásper Líbero durante a palestra “Correspondente internacional – atuação e carreira”, que aconteceu no dia 19 de junho.

O jornalista foi enviado especial durante muito tempo e teve a oportunidade de conhecer os cinco continentes realizando coberturas. Além disso, participou de momentos históricos, como a queda do Muro de Berlim, em 1989, e o Golpe Militar no Chile, em 1973. “Correspondente é a melhor função que se pode exercer no jornalismo. Você pode olhar o bosque inteiro, e não apenas as árvores.” Ele aponta que quando os repórteres atuam no Brasil, acabam focando em apenas uma editoria, mas quando se trabalho no exterior é preciso entender um pouco de tudo, de política, economia e cultura.

E qual a diferença entre o trabalho de um correspondente e o de um enviado especial? “O correspondente já está no país há mais tempo, e consegue acrescentar algo mais à matéria, além de ter mais facilidade de construir fontes, pois fica permanentemente no local. Já o enviado especial chega ao país de repente e fica pouco tempo, e tem menos tempo de se aprofundar”. Clóvis Rossi afirma que para ser um correspondente internacional é preciso se preparar muito e uma das maneiras é ler diariamente a mídia internacional. “O essencial é se informar muito antes de ir para um país – até mesmo para evitar cair em alguma armadilha.”

Ultimamente as empresas de comunicação têm obtido informações do exterior através das agências de notícias, como a mais famosa delas, a Reuters. Mas qual a grande vantagem de ter um correspondente do veículo em determinado país? “O jornalista vai dar um olhar brasileiro para a matéria, diferente das matérias das agências que são uniformes e distribuídas para todos os lugares do mundo”. Recentes demissões coletivas em veículos de comunicação como os jornais Folha de S.Paulo, Estado de S. Paulo e Valor Econômico, o Grupo Abril, as TVs Record e RedeTV! e portais online como o Terra, preocupam profissionais já formados e ainda mais os estudante de que logo entrarão no mercado. Assim, qual será o futuro do correspondente internacional? “Uma coisa interessante de se notar é que as últimas demissões da Folha e do Estadão não cortaram correspondentes”, aponta Rossi. Pelo fato de a televisão depender muito da imagem e de ser importante para a emissora que apareça o logo no país em que o repórter esteja, o jornalista acredita que ainda há um futuro promissor para correspondentes na televisão, mais do que no impresso.

Apesar de ter trabalhado na Argentina durante a ditadura militar e ter coberto guerras como a das Malvinas, em 1982, e a do Golfo, em 1991, Clóvis Rossi diz que a cobertura mais difícil que realizou foi aqui mesmo, no Brasil, durante a morte de Tancredo Neves. “Eu não gosto de trabalhar com coisas que eu não posso ver, pois deixo de exercitar um dos verbos. Assim, foi uma cobertura muito difícil, pois não se tinha certeza de nada o que acontecia e eu precisava voltar com as informações para o jornal ser fechado”.

Para trabalhar como repórter fora do país, é importante ter o domínio da língua local. “Saber falar inglês e espanhol é fundamental. Mas é um grande diferencial saber falar a língua do país em que se está trabalhando.” Ele conta que durante uma matéria que fez no Japão precisou que uma tradutora lhe dissesse o que entrevistado falava. E a experiência não foi muito boa: “A tradutora não falava tudo o que o entrevistado dizia e, por conta disso, não apontava as aspas que eu queria focar”.

Por conta da fluência na língua espanhola, o jornalista conta que vários veículos de países latino-americanos, principalmente algumas rádios da Argentina, têm o procurado para comentar a respeito das manifestações que têm ocorrido no Brasil. E o que os nossos vizinhos acham que está acontecendo por aqui? “Eles estão perplexos, pois a coisa que mais estava presente é a de que o Brasil tinha uma história de sucesso nos últimos anos. Assim, porque está tendo tantas manifestações?” Ele afirma que eles ainda não entendem como que no país do futebol haja protestos contra a Copa do Mundo: “Não é contra a Copa que protestamos, e sim contra os gastos na Copa”. De acordo com Clóvis Rossi, a imagem do Brasil está mudando lá fora nos últimos anos. “Eles não entendem o que está acontecendo agora por aqui. Mas nem nós estamos conseguindo entender direito. Só o tempo vai nos dizer.”

Texto reproduzido do site: casperlibero.edu.br

Jornalista Clóvis Rossi morre em SP aos 76 anos

Jornalista Clóvis Rossi durante entrevista a Pedro Bial
Foto: Reprodução/TV Globo

Publicado originalmente no site G1, em 14/06/2019

Jornalista Clóvis Rossi morre em SP aos 76 anos

Ele esteve internado no Hospital Albert Einstein por causa de um problema no coração. Rossi mantinha coluna na 'Folha de S.Paulo' e também trabalhou no 'Estado de S.Paulo' e no 'Jornal do Brasil'.

Por G1

O jornalista Clóvis Rossi, de 76 anos, morreu na madrugada desta sexta-feira (14) em São Paulo. Ele esteve internado no Hospital Albert Einstein, na Zona Sul da capital paulista, entre sexta-feira (7) passada, por causa de um infarto, e esta quinta (13).

Rossi estava em recuperação, mas passou mal em casa nesta sexta, segundo relatou sua filha, Cláudia, ao também jornalista Juca Kfouri.

Nascido em São Paulo em 25 de janeiro de 1943, dia do aniversário da cidade de São Paulo, Rossi exercia o cargo de repórter especial e era membro do conselho editorial do jornal "Folha de S.Paulo". Estava na empresa desde 1980. Era colunista e escrevia às quintas e aos domingo.

Em sua coluna na Folha, na quarta (12), ele explicou o motivo de não postar no último domingo (9).

Leia a íntegra:

“Serve a presente coluna para explicar minha ausência desde domingo (9) nas páginas desta Folha.

É uma satisfação devida ao leitor, se é que há algum. Sofri um micro-infarto na sexta (7), fiz a angioplastia, recebi um stent e, na terça (11), outra angioplastia, com mais quatro stents.

Tudo correu perfeitamente bem, graças à extraordinária eficiência e rapidez de atendimento do hospital Albert Einstein, tanto em seu pronto-socorro no Ibirapuera como no próprio hospital, no Morumbi.

E, claro, graças ao dr. José Mariani, do setor de Hemodinâmica, que colocou os stents, ao meu médico de toda a vida, Giuseppe Dioguardi, e a meu irmão, também médico, Cláudio Rossi.

A alta está prevista para esta quinta-feira (13) e, como o músculo cardíaco não chegou a ser afetado, pretendo retornar à atividade profissional normal na próxima semana.

Agradecimento também aos companheiros da Folha que me ampararam e até mentiram dizendo que estavam sentindo minha falta”.

Trajetória

Formado na Faculdade Cásper Líbero, o jornalista tinha mais de 50 anos de carreira. Começou em 1963. Além da Folha, trabalhou também no “O Estado de S.Paulo” e no “Jornal do Brasil”. Antes teve passagens no "Correio da Manhã", revistas "Isto É" e "Autoesporte" e pelo "Jornal da República". Manteve blog em espanhol no "El País".

Rossi foi editor-chefe no “Estadão” e correspondente em Buenos Aires e Madri pela Folha.

O jornalista tem textos publicados em todos os cinco continentes e trabalhou em coberturas de transição do autoritarismo para a democracia em Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Uruguai, Paraguai, toda a América Central, Espanha, Portugal e África do Sul.

Prêmios

Ganhou os dois mais importantes prêmios jornalísticos na América Latina: o Maria Moors Cabot, concedido pela Columbia University, e o da Fundação para um Novo Jornalismo Iberoamericano, pelo conjunto da obra, que recebeu das mãos do criador do órgão, o Nobel Gabriel Garcia Márquez.

Rossi é cavaleiro da Ordem do Rio Branco, conferida pelo governo brasileiro por decreto do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É também cavaleiro da Ordem do Mérito, atribuída pelo governo francês, durante a presidência de François Hollande.

Livros

Entre seus livros estão “O que é jornalismo” (1980), “Militarismo na América Latina (1990) e “Enviado especial: 25 anos ao redor do mundo” (1999).

O jornalista deixa esposa, Catarina Rossi, três filhos e três netos.

Texto e imagem reproduzidos do site: g1.globo.com

quinta-feira, 13 de junho de 2019

IstoÉ demite Rudolfo Lago e Ary Filgueira e fecha sucursal DF


Publicado originalmente no site Jornal Opção, em 23/04/2019 

IstoÉ demite Rudolfo Lago e Ary Filgueira e fecha sucursal de Brasília

Por Euler de França Belém

Ex-diretor publica post no Facebook e sugere que a Editora Três e a revista devem acabar

Na maior crise de sua história, a revista “IstoÉ” fechou sua sucursal de Brasília, que era responsável pelas principais reportagens — as notícias quentes — da publicação da Editora Três. Foram demitidos dois — o diretor Rudolfo Lago e Ary Filgueira — dos três jornalistas da equipe. Wilson Lima será mantido e escreverá suas reportagens a partir de sua casa ou algum escritório particular.

Num longo post (leia o texto integral abaixo), publicado no Facebook, Rudolfo Lago comenta a crise: “Eu não tenho a menor dúvida de que é um passo célere para o fim da revista e da Editora Três”. Os salários dos funcionários da Editora Três estão atrasados.  O jornalista frisa que a editora fechou a revista “Planeta”.

Texto de Rudolfo Lago, ex-diretor da revista IstoÉ em Brasília

“A partir da manhã de hoje, cumpro a dolorosa tarefa de fechar as portas da sucursal de Brasília da revista IstoÉ.

“Eu não tenho a menor dúvida de que é um passo célere para o fim da revista e da Editora Três. Tomou-se também a decisão de acabar com a revista Planeta, a primeira revista da editora fundada por Domingo Azulgaray. A decisão tomada hoje é meio como extirpar metade das funções vitais de um corpo para evitar a evolução de um câncer. Até pode diminuir a evolução do câncer. Mas o corpo pela metade não vai sobreviver por muito tempo.

“Antes da decisão de pôr fim à sucursal de Brasília, a IstoÉ, carro-chefe da editora, já vinha funcionando com uma equipe de somente 13 pessoas. Esta sucursal, há alguns anos, tinha só ela mais de vinte jornalistas. Nestes últimos tempos, éramos três. Mas a leitura de qualquer edição da revista demonstrava o volume de produção que tinha Brasília como origem. Das cerca de 70 páginas editoriais da revista, vinte pelo menos eram produzidas todas as semanas pela sucursal de Brasília.

“Com relação ao nosso trabalho na sucursal, o que posso apresentar são números e dados. Na medição de audiência da semana passada, as duas matérias mais lidas e de maior alcance nas redes sociais foram produzidas pela Sucursal de Brasília: a entrevista com Dom Falcão, o bispo que se envolveu numa polêmica com Caetano Veloso, e a boa apuração de Wilson Lima sobre a atuação de Flávio Bolsonaro nos bastidores para barrar a CPI Lava Toga.

“Ao longo do tempo em que estive à frente da Sucursal, a quase totalidade das matérias que tiveram repercussão foram por nós produzidas. A última vez que IstoÉ foi mencionada no Jornal Nacional foi quando publicamos os áudios das conversas comprometedoras de um secretário do governo do Paraná que mais tarde acabaram levando à prisão do ex-governador Beto Richa. Fizemos ainda uma trabalhosa apuração junto a amigos da ministra Cármen Lúcia, conseguindo extrair diversas declarações ditas por ela a esses amigos sobre a situação do Supremo Tribunal Federal em um de seus momentos mais tensos. Fomos os primeiros a contar sobre a vida humilde na Ceilândia dos parentes de Michelle Bolsonaro. Mostramos as indenizações milionárias e mal explicadas da Comissão da Anistia, publicando pela primeira vez a lista com os nomes e os valores de cada indenização. Publicamos os cheques assinados pela irmã de dois milicianos em nome da campanha de Flávio Bolsonaro no Rio, na última reportagem de grande repercussão de IstoÉ – que, talvez, venha mesmo a ser a última reportagem de grande repercussão de IstoÉ.

“Enquanto vamos aqui recolhendo nossas coisas pessoais e nossos papeis, vamos assistindo melancólicos a mais um capítulo dessa triste crise do jornalismo brasileiro. No Brasil, essa crise que é do modelo agravou-se muito pelos equívocos cometidos pelos responsáveis por cada publicação, que não perceberam – e ainda não percebem – as mudanças. Aqui, toma-se a decisão de eliminar o principal foco de produção. Sei lá: vão-se os dedos para não se perder os anéis…”.

Texto e imagem reproduzidos do site: jornalopcao.com.br