domingo, 21 de junho de 2026

Stênio Gonçalves: o mestre das artes gráficas...


Post compartilhado do Perfil do Facebook/Carlos Magno Andrade Bastos, de 20/06/2026

Stênio Gonçalves: o mestre das artes gráficas que deixa um legado eterno em Sergipe

O setor gráfico sergipano amanheceu mais silencioso. A partida de Stênio Gonçalves, fundador da J. Andrade, deixa uma lacuna difícil de ser preenchida. Não apenas por ter sido o maior empresário da indústria gráfica de Sergipe, mas porque sua trajetória ajudou a escrever a própria história da comunicação impressa do Estado.

Ao longo de décadas, jornais, revistas, livros, catálogos, informativos e as mais diversas publicações passaram pelas mãos de uma empresa que se tornou referência em qualidade, inovação e compromisso. Sob sua liderança, a J. Andrade construiu o maior e mais moderno parque gráfico de Sergipe, transformando-se em um polo de excelência que ultrapassou as fronteiras do Estado e conquistou clientes em todo o Nordeste.

Stênio sempre acreditou que a tecnologia deveria caminhar ao lado da competência. Por isso, esteve à frente das grandes transformações do setor gráfico, investindo continuamente em equipamentos de última geração, na qualificação de sua equipe e na busca permanente pela excelência. Graças a essa visão empreendedora, a J. Andrade tornou-se uma das mais respeitadas gráficas da região.

Mas falar de Stênio Gonçalves apenas como empresário seria uma enorme injustiça.

Para mim, ele foi um verdadeiro mestre.

Foi com ele que aprendi muito do que sei sobre o universo das artes gráficas. Em cada livro que publiquei, em cada edição do Jornal Papagaio, da Revista Papagaio e em tantas outras publicações ao longo da minha vida profissional, encontrei nele um parceiro, um conselheiro e um incentivador. Nunca mediu esforços para compartilhar conhecimento. Sempre tinha uma orientação, uma sugestão técnica, uma palavra amiga.

Era um homem profundamente humano. Acolhia colegas, clientes e colaboradores com respeito e simplicidade. Carregava consigo marcas que hoje parecem cada vez mais raras: lisura, honestidade, ética e um amor quase artesanal pelo seu trabalho. Não fazia apenas impressos; ajudava a transformar ideias em obras que permaneceriam para sempre.

Seu legado também se confunde com o desenvolvimento econômico de Sergipe. Como industrial do setor gráfico, gerou empregos, impulsionou a modernização da indústria e projetou o nome do Estado através da qualidade dos serviços prestados. Empresas de diversos estados nordestinos buscavam a J. Andrade pela confiança conquistada ao longo de décadas de dedicação.

A morte de Stênio Gonçalves representa uma perda irreparável para a indústria gráfica sergipana e nordestina. Sua ausência será sentida por escritores, jornalistas, publicitários, editores, empresários e todos aqueles que tiveram o privilégio de trabalhar ao seu lado.

Entretanto, homens como Stênio não desaparecem completamente. Permanecem vivos nas páginas dos milhares de livros que ajudou a imprimir, nas revistas que circularam pelas mãos de gerações, nos jornais que registraram a história de Sergipe e, sobretudo, na memória daqueles que aprenderam com sua competência e grandeza humana.

Minha gratidão será eterna.

Descanse em paz, meu amigo. Seu nome continuará impresso, para sempre, na história das artes gráficas de Sergipe.

Post reproduzido do Perfil do Facebook/Carlos Magno Andrade Bastos

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