Artigo compartilhado do site JLPOLÍTICA, de 25 de Jun de 2026
Diógenes Brayner fechou a conta, mas nos deixou grandes lições em favor do Jornalismo
Por Jozailto Lima (Coluna Aparte)*
Ao morrer na madrugada desta quinta-feira, 25, aos 79 anos, o jornalista Diógenes Brayner já tinha nos deixado uma lição básica e elementar sobre o sacerdócio do jornalismo: a notícia é um trem vivo, deve ser tratada com respeito e nenhuma ideologia que a adultere deve repousar sobre ela.
A tradução real, líquida e certa disso é a de que nenhum noticiador deve se sentir superior à notícia. Muito menos aos personagens de quem ela trata.
Num tempo em que muitos dentro do mundo noticioso atuam para asfixiar a notícia, tirando o foco dela para si, sob o nome xaroposo e narcisista de digital influencer, o modus Brayner de ser constitui-se numa causa nobre. Numa causa de reação.
Era meritoso vê-lo, maduro e passado dos 70 anos, garimpando o ouro da apuração dos fatos com sua bateia de contatos, de liga-liga, de insistência.
Brayner deixou cravado, neste seu modo de ser, algo bom e óbvio: a notícia sempre foi e sempre será fruto de apuração intensa.
Quanto mais apuração, mais depurada e crível será a notícia. E não importa se você tem 70 anos e se comporta como um foca, um xereta iniciante.
Às vezes, para ser grande e preciso, é necessário até se parecer um ingênuo. O exemplo de Diógenes Brayner, que às vezes gostava de umas turras em nome de uma boa investigação, é pra ficar numa galeria de comportamentos exemplares.
Vá em paz, companheiro, e mande notícias do mundo de lá!
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* É jornalista há 43 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Com colaboração de Magno Montte Joaquim.
Texto e imagem reproduzidos do site: jlpolítica com br

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