segunda-feira, 6 de maio de 2013

Minha Homenagem ao Jornalista Mino Carta



Momento histórico: Mino Carta aprova a primeira capa da nova CartaCapital.

Às vésperas de completar 20 anos, CartaCapital chega às bancas totalmente renovada: layout moderno, novas seções, logotipo mais arejado, mais gostosa de se ler e totalmente integrada ao digital. Com a mesma credibilidade e personalidade de sempre.

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Editorial
Também somos confiantes
A prova está nesta reforma gráfica que não contempla somente a estética
por Mino Carta — publicado 02/05/2013.

O Brasil está confiante, CartaCapital também. Haverá quem observe que Confiança é mesmo o nome da editora. Dobra-se, então, nossa confiança, no presente e no futuro.

Esta edição prova ao inaugurar uma reforma gráfica profunda, a começar pelo logotipo, apresentado em novos caracteres o nome da revista. Os antigos gregos entendiam a estética como sinônimo de ética. Digamos que, no nosso caso, a forma produz inovações inclusive no conteúdo. Uma diferenciação clara se estabelece entre Política e Economia, incluído nesta, obviamente, o mundo dos negócios, o business. Desaparece a seção Ideias, engolida pela nova QI, mais abrangente e mais curiosa dos comportamentos do homem contemporâneo.

Sim, somos muito confiantes na certeza da prática do jornalismo honesto, na contramão de quantos inventam, omitem e mentem. Permito-me um exemplo. Na edição da semana passada, o repórter Leandro Fortes desmontou, peça por peça, o esquema montado pelo governador de Goiás, Marconi Perillo, para grampear os desafetos. A reportagem teve ampla repercussão em Goiás e na internet. Quanto a jornalões e quejandos da mídia nativa, o costumeiro, estrondoso silêncio. A despeito da importância do assunto. Mas será mesmo que quando a mídia nativa não noticia, a Globo na linha de frente, o fato simplesmente não se dá e o mundo gira à toa?

Situações desse gênero só acontecem no país da casa-grande e da senzala. Inimagináveis em outro canto democrático e civilizado. Nem por isso perdemos a confiança, a partir de uma escolha de vida feita em nome da estética e da ética, e ao aceitar os riscos inerentes. Vamos pelo nosso caminho, e agora alargamos vigorosamente o passo. Algum dia a casa-grande e a senzala serão demolidas e o Brasil terá o destino que merece. Talvez venha a se parecer com o paraíso terrestre vaticinado por Américo Vespucci.

Razões não faltam a justificar a confiança do Brasil. Certos números hoje falam claro, bem ao contrário do que se dava durante a ditadura, quando Geisel definia o País como “ilha de prosperidade” em meio à crise do choque do petróleo. Confiança houve em outros momentos, devida, porém, à índole otimista e um tanto festiva do povo brasileiro. Nos últimos dez anos ocorreram mudanças sensíveis a motivar os humores positivos da maioria graças ao enfrentamento da decisiva questão social.

Sabemos que os governos de Lula e Dilma conseguiram melhorar a vida de muitos brasileiros, daí a maior consistência dos motivos da confiança, como esclarece a reportagem de capa desta edição confiante. Não é que não soframos as consequências do desastre provocado mundialmente pela prepotência neoliberal, mas na moldura global gozamos de uma condição privilegiada.Basta comparar com os dias amargos vividos pelo ex-Primeiro Mundo.

Texto e fotos reproduzidos do site: cartacapital.com.br


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