Opinião – Diógenes Brayner transformou a Coluna Plenário em grife de informação política confiável
Por Eduardo Almeida (Coluna Aparte) *
O aviso postado desde o início de março no portal FaxAju foi como uma morte anunciada: “A Coluna Plenário está em stand by em razão do colunista Diógenes Brayner estar cuidando da saúde, e retorna o mais breve possível, com as águas de março e as mudanças partidárias”.
As águas de março e as mudanças partidárias passaram e a Coluna Plenário não retornou. Brayner não resistiu a complicações que vinham fustigando a sua saúde há tempos. Não escreveria mais uma linha de lá para cá.
A Coluna assinada por Brayner era uma referência no jornalismo sergipano. Em décadas de circulação, virou uma grife de informação confiável sobre os movimentos da política sergipana.
Ninguém escapava à leitura da Coluna. Do leitor comum, movido pela curiosidade, ao círculo do poder, que influencia e decide, todos eram atraídos e pelas notas garimpadas por Brayner e publicadas na sua prestigiada Plenário.
A Coluna tinha tanta personalidade que acabou ganhando vida própria. Brayner atuou em vários jornais de Aracaju até se mudar definitivamente para a mídia digital. Para onde ele foi, a Coluna foi com ele.
Fui ao velório para uma despedida e um reencontro. Despedida do jornalista cuidadoso e respeitoso para com suas fontes de informação. Reencontro com o cidadão atencioso e cordial com todos que tiveram a sorte de conhecê-lo.
Revi também Renata, esposa de Brayner. Trabalhávamos juntos, eu e ela, no governo estadual quando ela e ele se conheceram. Eram muito parecidos em humanidade e profissionalismo.
Recordamos com emoção aqueles tempos. O casal gostava do cafezinho em um dos shoppings da cidade. Hábito que também era meu. Em torno da mesa, entre um gole e outro, trocávamos algumas ideias sobre coisas da vida.
Vida que nos traz ao mundo e depois nos retira dele.
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* É jornalista profissional.
Texto reproduzido do site: jlpolitica com br/colunas/aparte

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