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quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Greve dos jornalistas e radialistas de 1991 vira tema de livro


Henrique Maynart (Foto: Segrase)

Publicado originalmente no site do portal Infonet, em 11 set, 2018 17:15

Greve dos jornalistas e radialistas de 1991 vira tema de livro

‘Nem copo de cachaça, nem prato de comida – a primeira greve dos comunicadores sergipanos’, do jornalista Henrique Maynart, é a nova publicação da Editora Oficial do Estado de Sergipe – Edise.

A obra será lançada durante mais uma edição do projeto ‘Ocupe a Praça Direitos Humanos’, que acontece no dia 13 de setembro, às 17h, no Centro Cultural de Aracaju, na Praça General Valadão, Centro de Aracaju. O trabalho de conclusão do curso de Jornalismo do autor conta a história da maior greve dos jornalistas e radialistas na história da imprensa sergipana, que aconteceu entre 22 a 29 de novembro de 1991.

Após 26 anos de silêncio sobre o tema, baseados pelo medo e opressão, o autor propôs não deixar que o assunto caísse em esquecimento. Henrique se engajou na busca de informações que contam esse período através de documentos contendo atas ou reportagens, depoimentos dos comunicadores envolvidos e fotografias das mobilizações e reuniões para que, mesmo com poucos registros, as pessoas que fizeram parte desse movimento pudessem relembrar e contar suas histórias, relatando fatos que eram desconhecidos por muitos. A pesquisa foi muito difícil, conta Henrique. “Foram 25 entrevistados, as lidas no livro de atas dos sindicatos para checar todos os dados, as idas às hemerotecas do Jornal da Cidade, Jornal de Sergipe e Gazeta de Sergipe, os dados da Federação Sergipana de Futebol, até porque essa greve interrompeu a final antecipada do campeonato sergipano”, relembrou.

O autor também nos conta como escolheu esse tema, que rendeu para ele o seu primeiro livro. “Em 2013 eu encontrei o colega jornalista Cristian Góes na Praça Olympio Campos, durante nossa conversa surgiu o assunto da greve dos jornalistas em Sergipe, que havia parado até uma transmissão de um jogo realizado no Batistão. Fiquei pensando como eles conseguiram interromper toda a transmissão, porque envolve muitos profissionais – fotógrafo, repórter, quem está na redação, quem fica na cabine de transmissão, enfim, deve ter sido muito louco, porque se hoje em dia seria estranho imagine em 1991, afinal naquela época não existia a “celularização”. Acabei me interessando pelo tema e tive um grande auxílio de José Juva, meu orientador, para consolidar essa pesquisa”.

Marcos Sales, presidente em exercício da Empresa de Serviços Gráficos de Sergipe – Segrase, deixa claro sua satisfação ao publicar esta obra, pois, dentre os entrevistados que fizeram parte do movimento grevista, encontra-se o seu colega de trabalho, o jornalista e diretor Industrial da Segrase, Mílton Alves. “Sergipe tem muitas histórias para serem contadas que poucos conhecem. Esse livro nos traz a vantagem de explorar mais a memória do nosso Estado e de também conhecer um pouco da história de um grande jornalista sergipano, Mílton Alves”.

Para um dos grevistas, Mílton Alves, a paralisação foi um momento único. “Eu acho que a decisão naquele momento de reunir as duas categorias, jornalistas e radialistas, foi muito importante para que se tivesse uma macro visão do que se passava dentro das redações por esses profissionais. Para mim, àquela greve de oito dias foi algo que cravou a nossa história, o livro de Henrique resgatou isso. A greve foi maravilhosa! Quem não conhece ou conheceu, ao ler o livro vai entender isso. É um livro para ser usado e debatido em sala de aula”. E completa: “Este livro de Henrique Maynart é ouro”.

O movimento grevista iniciado pelos comunicadores não ficou apenas estagnada nos profissionais da área. O leque foi ampliado para outras categorias em busca de apoio, a exemplo de bancários, a CUT, gráficos, petroleiros e professores, que de uma forma ou de outra respaldaram aquela luta iniciada pelo grupo e entenderam a importância da paralisação. O livro é especialmente primordial para jornalistas ou estudantes e todos aqueles que se interessem pelo assunto, que é abordado na maior riqueza de detalhes.

Fonte: ascom Segrase

Texto e imagens reproduzidos do site: infonet.com.br

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Jornalista Henrique Maynart lança livro em Aracaju


Publicado originalmente no site do Cinform, em 10/09/2018

Jornalista Henrique Maynart lança livro em Aracaju

Por Fredson Navarro

Livro-reportagem narra a primeira greve dos comunicadores sergipanos

O jornalista Henrique Maynart mergulhou no passado e resgatou a história do fato mais marcante na comunicação sergipana: a greve dos jornalistas e radialistas. Maynart escreveu o livro ‘Nem copo de cachaça nem prato de comida: a primeira greve dos comunicadores sergipanos’, com todas os detalhes e a obra será lançada no dia 13 de setembro, a partir das 17h no Centro Cultural de Aracaju, na Praça General Valadão, Centro.

“Você sabia que esta greve ocorreu? Que as estações de rádio e TV tiveram suas programações interrompidas? Que a final antecipada do campeonato sergipano de futebol, protagonizada por Sergipe e Confiança, não foi transmitida? Conto todos os detalhes no livro e conto com a presença de todos para este lançamento que promete ser um grande encontro entre os comunicadores sergipanos”, convida o escritor.

Greve

A primeira obra do jornalista detalha como tudo ocorreu em 1991. “Fiquei sabendo deste momento histórico através de um bate papo com o jornalista Anderson Gois, fiquei impressionado e logo me interessei pelo assunto. Escolhi este tema para fazer meu projeto de conclusão do curso de jornalismo e mergulhei na história”, recorda.

“A ideia do projeto começou em 2013, mas foi em 2017 que fiz as entrevistas, foram cerca de 25. Entre os meus entrevistados que me ajudaram com as informações estão o presidente do Sindicato do Jornalistas de Sergipe, Paulo Souza, e o presidente do Sindicato dos Radialistas Fernando Cabral”.

Henrique buscou informações nos arquivos dos jornais impressos e foi também até o Instituto Histórico de Geográfico de Sergipe. “Encontrei registros as edições da época dos extintos Jornal de Sergipe e Gazeta de Sergipe, e também no Jornal da Cidade e Cinform. Os arquivos do Instituto Histórico e Geográfico e as atas dos registros dos sindicatos também foram muito importantes para meu projeto”, revela o escritor.

Henrique descobriu que o único veículo tradicional da comunicação da época que não aderiu a greve foi o Cinform. “O jornal pagava em dia e não aderiu a greve mas cobriu a paralisação de forma muito positiva mostrando as lutas dos sindicatos. A repercussão foi muito boa e os resultados do ato foram comemorados. A categoria avançou e passou a ser mais valorizada e respeitada, mas pecou no ponto de vista que faltou alguém para fazer esse registro muito importante. Acredito que até hoje muita gente não sabe que a greve ocorreu. Agora já temos este livro-reportagem com todos as informações”, orgulha-se.

Polêmica

O livro traz uma frase polêmica que causou uma grande indignação e desconforto entre os comunicadores da época e agora virou o tema da primeira obra de Henrique Maynart. “Em Sergipe, para comprar um jornalista ou um radialista basta um copo de cachaça e um prato de comida”. Esta afirmação, remetida nas rodas informais ao ex-deputado e empresário Viana de Assis, foi duramente combatida em uma sexta-feira de novembro de 1991. Jornalistas e radialistas, unidos, bambearam uma verdade tida como inabalável em uma greve ousada, insolente e largada pelas dobraduras do esquecimento.

Esse momento é relatado no livro ‘Nem copo de cachaça nem prato de comida: a primeira greve dos comunicadores sergipanos’. “O livro-reportagem detalha diversos acontecimentos importantes do momento histórico. Espero que todos suguem as informações para entender um pouco da nossa própria história”, finaliza o escritor e jornalista.

Texto e imagem reproduzidos do site: cinform.com.br